Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Perspectivas do Pensamento sobre a geomorfologia

Por: Rajabo Caetano Bernardo Malua

malua7rcbm@gmail.com/malua7rcbm@sapo.pt

 

 

 

Nome: Rajabo Caetano Bernardo Malua

Cadeira: Geomorfologia

Ficha no: 2

Docente: Dr. Ubaldo Ginova Ombe Gemusse

Referência Bibliográfica: CASSETI, Valter. Geomorfologia. [S.I]: [2005]

Pag:

Conteúdo: Perspectivas do Pensamento sobre a geomorfologia

Obs.

 

William M. Davis (1899):

A sistematização da ciência geomorfologica nasce com William M. Davis em 1899 nos Estados Unidos, na sua interpretação dinâmica da evolução geral do relevo (ciclo de erosão). Em 1875 defendeu que o sistema de denudação inicia-se a partir de uma rápida emersão da massa continental. Para Davis, o elevado gradiente produzido pelo soerguimento em relação ao nível da base geral, o sistema fluvial produz forte entalhamento de talvegues, originando verdadeiros canyons, que caracterizam antropomórfico denominado de juventude. Deste modo, os rios não podem erodir abaixo de nível de base.

-O processo denudacional que caracteriza a maturidade caracteriza-se pelo abaixamento do relevo de cima para baixo o que torna necessário admitir a continuidade da estabilidade tectónica, bem como dos processos de erosão;

Característica geral do sistema

-Rápido soerguimento com posterior estabilidade tectónica;

-relação soerguimento/denudeção

-inicio da denudação (comandada pela incisão fluvial) após estabilidade ascensional.

Estágio final ou parcial da morfologia

-Evolução morfológica de cima para baixo (wearing down).

Características morfológicas

-Fases antropomórficas: juventude, maturidade e senilidade (peneplano).

Estágio final ou parcial da morfologia

-Peneplanizaçao (formas residuais: monadnocks).

Noção de nível de base

-Processo evolutivo comandado pelo nível de base geral

W. PENCK (1924)

Procura demonstrar a relação entre entalhamento do talvegue e efeitos denundacionais em função do comportamento da crosta, que poderia se manifestar de forma intermitente e com intensidade variável, contestando o modo de Davis:

-O valor da incisão estava na dependência do grau de soerguimento da crosta, o que proporcionaria evidencias morfológicas ou grupo de declividades vinculado a intensidade de erosão dos rios, submetidos aos efeitos tectodinamicos;

-Propunha que em caso de forte soerguimento da crosta, ter-se-ia uma correspondente iniciação de talvegue, que por sua vez implicaria aceleração dos efeitos denudacionais em razão do aumento do gradiente da vertente.

Panck reconhece a existência de a existência de limites de processos de aceleração ou redução da denudação da vertente particularmente na primeira situação, esses limites seriam atribuídos à instabilidade tectónica da crosta.

Enquanto Davis afirmava que o relevo evoluía de cima para baixo (wearing-down),

Penck acreditava no recuo paralelo das vertentes (wearing-back ou desgaste lateral da vertente), constituindo-se no modelo aceito para o entendimento da evolução morfológica.

Característica geral do sistema

-Ascensão de massa com intensidade e duração diferentes.

Relação soerguimento/denundação

-Intensidade de denundação associada ao comportamento da crosta.

Estágio final ou parcial da geomorfologia

-Evolução pró recuo paralelo das vertentes (wearing back)

Características Morfológicas

-Processo de declividade laterais das vertentes: convexas rectilíneas e convacas (relação incisão/denudação por acção crustal).

Estágio final ou parcial da Geomorfologia

-Superfície primária (lenta ascensão pela denudação). Não haveria produção de elevação geral da superfície.

Noção de nível de base

-Vertente evolui em função do nível de base local.

Variáveis que compõem os sistema

-Processo tectónico e tempo.

 

LESTER C. KING/J. PUGH (1955)

A ideia de rápido e intermitentes de soerguimento da crosta, separados por longos períodos de estabilidades tectónicos é ponto principal do sistema apresentado por King (1955) fundamentado em estudo de caso na África do Sul.

Esta teoria procura restabelece o conceito de estabilidade tectónica considerado por Davis, mas admite o ajustamento por compreensão isostática e concedera o recuo paralelo das vertentes (wearing-back), como forma de evolução morfológica, de acordo com proposta de Pank (1924).

Argumenta-se que o recuo acontece a partir de determinado nível de base, iniciado pelo nível da base geral, correspondente ao oceano.

O material resultante da erosão decorrente de recuo promove o entalhamento das áreas depressionarias, originando os denominados pedimentos.

A evolução do recuo por um período de tempo de relativa estabilidade tectónica permitiria o desenvolvimento de extensos pediplanos, razão pela qual a referida teoria ficou conhecida como pediplanação.

Enquanto Davis chamava as grandes extensões horizontalizadas na senilidade de “peneplanos” King considera como ”pediplanos” com formas residuais denominadas inselbergs, por tanto o emprego de uma das terminalogias, peneplano ou pediplano, caracteriza a filiação epistemológica (anglo-americana ou germânica) considerando as diferenciações genéticas (down wearing ou back wearing).

Características gerais do sistema

-Longos períodos de estabilidade tectónica, separados por períodos rápidos e intermitentes de soerguimento da crosta.

Relação soerguimento/denudação

-Denudação concomitante ao soerguimento

Estágio final ou parcial da Morfologia

-Evolução morfológica por recuo paralelo (wearing back)

Características Morfológicas

-Nível de pedimentação (coalescência de pedimentos: pediplano)

Estágio final ou parcial da Morfologia

-Pediplanação (formas residuais: inselbergs)

Noção de nível de base

-Pressupõe a generalização de níveis de base (qualquer ponto de um rio é considerado NB para os demais a montante)

Variáveis que compõem os sistema

-Processos/formas considerando o factor temporal, admitindo implicações isostasicas

 

JOHN T. HACK (1960)

O mais destacado no enfoque acíclico do conceito de equilíbrio dinâmico.

Baseia-se num princípio segundo a qual o relevo é um sistema aberto, mantendo constante troca de energia e matéria com os demais sistemas terrestre, estando vinculado a resistência litologica.

 

Característica geral do sistema

-Toda alternância de energia interna ou externa gera alteração no sistema através da matéria

Relação soerguimento /denudação

-Reacção do sistema com alteração do fornecimento de energia (oscilações climáticas)

Estágio final ou parcial da Geomorfologia

-Todos os elementos da topografia estão mutuamente ajustados. Modificam-se na mesma proporção

Características Morfológicas

-As formações não são estáticas e imutáveis. Intima relação coma estrutura geológica

Estágio final ou parcial da Morfologia

-Não evolui necessariamente para aplainamento (equifinalização). O equilíbrio pode ocorrer sob os mais variados “panoramas topográficos”

Noção de nível de base

-Ajustamento sequencial

Variáveis que compõem os sistema

-Relação formas/processos independentes do tempo (processo morfogenético-resistencia das rochas-influencias diastroficas).

 

 

         
publicado por malua7rcbm às 16:51
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