Domingo, 31 de Agosto de 2014

COMERCIO INTERNACIONAL

 

Introdução

O presente trabalho fala sobre o Comercio Internacional na qual destacamos ao decorrer do trabalho algumas linhas de pensamentos como a de Modelo Ricardiano, Modelo de gravitação e Heckscher-Ohlin daquilo que eles preconizam sobre o comércio internacional e seus impactos nos países por onde ele actua.  

Comércio internacional

comércio internacional é a troca de bens e serviços através de fronteiras internacionais ou territórios. Na maioria dos países, ele representa uma grande percentagem do PIB. O comércio internacional está presente em grande parte da história da humanidade (ver rota da seda), mas a sua importância económica, social e política se tornou crescente nos últimos séculos. O avanço industrial, dos transportes, a globalização, o surgimento das corporações multinacionais, o outsourcing tiveram grande impacto no incremento deste comércio. O aumento do comércio internacional pode ser relacionado com o fenómeno da globalização.

O comércio internacional é uma disciplina da teoria económica, que, juntamente com o estudo do sistema financeiro internacional, forma a disciplina da economia internacional.

Modelo ricardiano

modelo ricardiano foca nas vantagens comparativas  (ou vantagens relativas) e é talvez o mais importante conceito de teoria de comércio internacional. Neste modelo, os países se especializam em bens ou serviços que produzem relativamente melhor. Diferentemente de outros modelos, o ricardiano prevê que países irão se especializar em poucos produtos em vez de produzir um grande número de bens. O modelo não considera directamente as características naturais de um país, como disponibilidade relativa de mão de obra e de capital. E no modelo ricardiano, temos apenas um factor de produção, que se trata da mão-de-obra (trabalho). O diferencial de produtividade do trabalho nos países justificaria a especialização dos países, que realizariam, desta maneira, trocas internacionais depois da especialização.

Modelo de Heckscher-Ohlin

modelo de Heckscher-Ohlin foi criado como uma alternativa ao modelo ricardiano. Apesar do seu poder de previsão maior e mais complexo, ele também tem uma missão ideológica: a eliminação da teoria do valor do trabalho e a incorporação do mecanismo neoclássico do preço na teoria do comércio internacional. A teoria defende que o padrão do comércio internacional é determinado pela diferença na disponibilidade de alguns factores naturais. Ela prevê que um país irá exportar aqueles bens que fazem uso intensivo daqueles factores (insumos, por exemplo) que são abundantes neste país e irá importar aqueles bens cuja produção é dependente de factores escassos localmente. Ou seja, o modelo expõe que um país abundante em capital exportará bens de capital, ao passo que um país em posição contrária, com escassez de capital, exportará bens ou serviços que sejam intensivos no uso do factor de produção mão de obra. Ohlin, por meio de seu modelo, foi o primeiro a tratar directamente do que hoje se conhece por IED – Investimento externo directo - componente do Balanço de pagamentos pesquisado por organismos internacionais como BISBIDFMICepal e Unctad.

Factores específicos

Modelo dos Factores Específicos e distribuição de rendimentos foi desenvolvido por Paul Samuelson e Ronald Jones. Tal como o modelo ricardiano, supõe que uma economia produz dois produtos, mas com a existência de vários factores de produção: Trabalho (Factor Móvel) e Outros (Factores Específicos).

Modelo de gravitação

modelo da gravitação apresenta uma análise mais empírica dos padrões de comércio em contraposição aos modelos teóricos discutidos acima. O modelo da gravitação, basicamente, prevê que o comércio será baseado na distância entre os países e na interacção derivada do tamanho das suas economias. O modelo mimetiza a lei da gravidade de Isaac Newton que considera a distância e o tamanho de objectos que se atraem. O modelo tem sido comprovado como robusto na área da econometria. Outros factores como a renda, as relações diplomáticas entre países e as políticas de comércio foram incluídos em versões expandidas do modelo.

O volume do comércio mundial aumentou vinte vezes desde 1950 até hoje (ver mapa da OMC abaixo) Este aumento de bens manufacturados/manufacturados ultrapassa o aumento da taxa de produção dessas mercadorias em três vezes.

Regulamentação do comércio internacional

Tradicionalmente o comércio é regulamentado através de tratados bilaterais entre nações. Durante os séculos de crença no mercantilismo a maioria das nações mantinham altas tarifas e muitas restrições ao comércio internacional. No século 19, especialmente no Reino Unido, a crença no livre comércio tornou-se um paradigma e este pensamento tem dominado as nações ocidentais desde então. Nos anos seguintes à segunda guerra mundialtratados multilaterais como o GATTe a OMC tentaram criar estruturas reguladoras de alcance mundial.

As nações socialistas e comunistas sempre acreditaram no modelo da autarquia, a completa ausência do comércio internacional. Os governos autoritários, como os fascistas, sempre colocaram grande ênfase na ideia da auto-suficiência. Mas na prática, nenhuma nação consegue atender sozinha a todas as necessidades do seu povo, e sempre algum comércio é realizado e necessário.

Normalmente, o comércio internacional livre é defendido pelos países economicamente mais poderosos. Quando eram duas das maiores economias mundiais, a Holanda e o Reino Unido eram grandes defensores desse pensamento. Actualmente, os Estados Unidos da América, o Reino Unido e o Japão são os seus maiores proponentes. Porém, muitos outros países - incluindo aqueles em rápido crescimento económico como ÍndiaChina e Rússia - tem se tornado defensores do "livre comércio"

Tradicionalmente, os interesses agrícolas são a favor do comércio livre, enquanto sectores manufactureiros defendem políticas proteccionistas. Porém,  lobbiesagrícolas, particularmente nos Estados Unidos da América,  Europa e Japão, são responsáveis pela inclusão de regras nos tratados de comércio internacional, cujo objectivo é a adopção de medidas proteccionistas para bens de origem agrícola. Por outro lado, o Brasil, um grande e eficiente produtor agrícola, vem actuando para eliminar parte destas barreiras.

Durante as recessões económicas, sempre surgem pressões para o aumento de tarifas de importação, com o intuito de proteger a produção doméstica. A grande depressão estadunidense levou ao colapso do comércio internacional, fazendo com que a crise se aprofundasse.

A regulamentação do comércio internacional é realizada através da OMC no nível global, e através de vários outros arranjos regionais como o Mercosul na América do Sul; o NAFTA, entre Estados Unidos da América,  Canadá e México; e a União Europeia, entre 27 estados europeus independentes.

Riscos do comércio internacional

Riscos económicos

Riscos políticos

Exportações

Exportação é a saída de produtos ou execução de serviços para/em outro país. Esta operação pode envolver pagamento (cobertura cambial), como venda de produtos, ou não, como nas doações.

Importação

Importação é a entrada de produtos ou execução de serviços provenientes de outro país.

Impactos económicos

As exportações permitem vender produtos para qualquer país do mundo, seja perto ou distante. Para a exportação ter sucesso, ela pouco depende do desenvolvimento mercantil no qual seu sítio de envio está localizado. Tal fato propicia o distanciamento económico de pontos geograficamente próximos, elevando as possibilidades de disparidade de renda e diferenças sociais. Além disto, às vezes os melhores produtos de um país ou território são preferencialmente direccionados à exportação, assim restando produtos de qualidade pior. Isso ocorre devido ao poder de compra dos clientes no exterior. Se o preço nacional for semelhante ao encontrado no exterior, esse fenómeno não costuma ocorrer.  

Estudos económicos

Para favorecer as exportações, numerosos organismos governamentais publicam na Internet estudos de mercado por sector e por país estrangeiro. Estes estudos são mais ou menos acessíveis e frequentemente gratuitos.

Listas dos organismos governamentais por país

  • Estados Unidos: O USCS, dependente do US Department of Commerce, redigiu cerca de milhares de estudos económicos.

O USDA (Department of Agriculture) publica estudos sobre os sectores da Agricultura.

  • Canadá: Export Development Canada (EDC).

‘’Agriculture and Agri-Food Canada’’ publica estudos internacionais sobre o seu sector.

  • França : Ubifrance (promoção das exportações)

AFII (implantação de empresas estrangeiras)

  • Reino Unido: o ‘’UK Trade & Investment’’ tem em carga ao mesmo tempo a promoção das exportações e a implantação de empresas estrangeiras no Reino Unido
  • Hong Kong: ‘’Hong Kong Trade Development Council’’ (HKTDC).
  • Japão : JETRO.
  • Austrália : Austrade.

 

Conclusão

Após terminado o trabalho, percebi que o comércio internacional é a troca de bens ou produto de país ou continente sem que um desses saía em desvantagens. Tradicionalmente o comércio é regulamentado através de tratados bilaterais entre nações. Durante os séculos de crença no mercantilismo a maioria das nações mantinham altas tarifas e muitas restrições ao comércio internacional

 

Bibliografia

publicado por malua7rcbm às 16:16
link do post | comentar | favorito
Sábado, 24 de Maio de 2014

MANIFESTO ELEITORAL

                                                                                                                                                                         Por:  Rajabo Caetano Bernardo Malua

                                                                                                                                         e-mail: malua7rcbm@gmail.com  / malua7rcbm@sapo.pt

 

 

 

MANIFESTO ELEITORAL

 

Sou Rajabo Caetano Bernardo Malua, de 20 anos de Idade, solteiro, natural de Quelimane, licenciando em Ensino de Geografia com Habilitações em Turismo, 3º Ano, pela Faculdade de Ciências Sociais na Universidade Pedagógica delegação da Beira e membro da Associação dos Estudantes da mesma Universidade e Candidato a presidência da Associação.

Comprometemo-nos junto dos estudantes desta Universidade e Membros da AEUP a concretizar, com o apoio das diversas entidades competentes, o programa que apresentamos para o desenvolvimento e progresso da nossa associação e da nossa universidade.

 

 

Missão e Visão

 

 

Dado que os recursos humanos, na sua diversidade, constituem o principal factor de desenvolvimento, diferenciação e competitividade das organizações, é neles na satisfação das suaslegítimas aspirações que uma associaçãodeve investir de forma concertada.

Neste âmbito, a nossa actuação centrar-se-á nos seguintes pelares:

 

Na promoção de uma cultura de mérito, na adopção de uma estratégia de interacção permanente com os estudantes e membros da AEUP, na inclusão participativa dos estudantes nas tomas de decisões, na intervenção e mediação dos problemas entre estudantes, estudantes-docentes e estudantes-CTA, na contribuição para a manutenção da higiene das nossas casas de banho e o nosso meio, a intervenção no funcionamento normal das nossas bibliotecas e salas de informática, na massificação do desporto e da cultura que contribuam para um forte sentido de pertença.

 

De igual modo, como presidente da associação dos estudantes, caso for eleito, priorizarei por uma associação mais inclusiva, democrática, imbuída de princípios e praticas de responsabilidade social e académica, consentâneas com a sua missão de “contribuir para o desenvolvimento social na defesa dos estudantes, nos assuntos académicos, na promoção da justiça social, sem distinção de raça, género, cultura, religião, proveniência e muito menos curso, tornando os estudantes esclarecidos e responsáveis para a consolidação da soberania académica assente no conhecimento, princípios e valores universais”.

 

Porque o presidente da AEUP é um representante eleito pelos estudantes da universidade Pedagógica-Beira por meio de voto, procurei conduzir a minha actuação privilegiando aspectos que se espelhem essencialmente aos estudantes. Desta forma, conduzirei as actividades, com espírito de missão sem descorar a perspectiva global do papel que todos representam no desenvolvimento da universidade.

 

Assim, após ser eleito como presidente da associação dos estudantes da UP-Beira, procurarei priorizar junto com os estudantes as seguintes áreas de interesse académico.

 

1.      Assuntos Académicos

  • Manter o contacto permanente com os estudantes para o acesso a informação através de criação de paginas nas redes sociais, jornais, de modo que os estudantes tenham a informação a tempo e hora.
  • Estabelecer o elo de ligação entre a direcção da UP e os estudantes de modo a facilitar a difusão de informação dos campus da Pousada e do Goto.
  • Criar mecanismos junto a direcção para o reajuste do horário das bibliotecas.
  • Negociar com a direcção sobre a reposição ou apetrechamento da sala de informática da Pousada e ao acesso da sala de informática da UP Ponta-Gêa.
  • Intervir e mediar eventuais conflitos entre estudantes-docentes, estudantes-CTA e estudante-estudante.
  • Criação de espaço para exposição de trabalhos científicos dos estudantes. 
  • Desenvolver um forte sentido de pertença, reforçando mecanismos de comunicação interna, aumentando a interactividade entre estudantes s disponibilizando meios de participação directa em matérias de interesse colectivo relevante.
  • Dinamizar a participação dos estudantes nas Portas Abertas, Jornadas Cientificas e nas palestras.
  • Distinguir com mérito os estudantes mais destacados no aproveitamento pedagógico.

 

 

2.      Área Social e Ambiente

  • Promover actividades de responsabilidade Social e Ambiental.
  • Manter o nosso pátio e as nossas casas de banho num ambiente mais limpo e sã.
  • Contribuir para a manutenção e limpeza no nosso recinto universitário através da aquisição e alocação de baldes para depósitos de lixo nos corredores da nossa instituição.
  • Apoiar aos estudantes mais necessitados com maior atenção para os portadores de deficiências, no que tange a proposta de colocação de rampas que dão acesso ao andar ou facilitar a mudança para estudarem no rés-do-chão.
  • Apoiar socialmente os estudantes em caso de necessidades.
  • Divulgar as informações sobre o processo de candidaturas a Bolsas de Estudos da UP.
  • 3.      Área de Desporto, Cultura e Recreação
  • Massificar a pratica desportiva a nível interno (entre cursos) e externo (com outras universidades) nas modalidades de Xadrez, Futebol Salão, Andebol ou Basketbol e outras.
  • Organizar as premiações das competições internas.
  • Promover a cultura através de intercâmbio cultural, debates académicos entre os estudantes da UP-Beira e outras Universidades, organização de Sarau cultural, Gastronomia e outras actividades.

 

Por Uma Associação Mais Inclusiva, Participativa, Rumo aos Destinos Estudantis

 

 

Beira, ao 15 de Maio de 2014

----------------------------------------------------------

(Rajabo Caetano Bernardo Malua)

publicado por malua7rcbm às 01:04
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 16 de Maio de 2014

Historiografia Africana

Por: Rajabo Caetano Bernardo Malua

malua7rcbm@gmail.com

malua7rcbm@sapo.pt

 

Introdução

O presente trabalho com tema A Historiografia Africana, reúne uma serie de abordagem no que diz respeito ao tema em análise. De tal modo que, partindo do pressuposto que uma historiografia é um conjunto escrito de uma época e historiografia africana como a história da história de África remeteu-nos a analisar a historiógrafa africana ao longo dos séculos dividindo em épocas para sua melhor compreensão. Sendo assim, tivemos como objectivo geral; Descrever a historiografia africana e como objectivos específicos analisar e a historiografia africana e identificar as suas fases. Para a concretização do trabalho, foi possível através de consultas bibliográficas tendo como a principais obras a de Joseph Ki-Zerbo com o título “História Geral de África I”: metodologias e pré-historia de África. Brasília: Unesco, 2010   


Quadro conceptual:

Historiografia

Segundo a Enciclopédia Moradora Internacional (1981), “é o conjunto de obras concernente a um assunto histórico ou produção histórica de uma época”.    

A historiografia africana é a história da história de África; a maneira como a história africana é escrita e interpretada ao longo dos tempos. Ela visa analisar e avaliar as várias fases pelas quais passou a investigação, o ensino e as formas de abordagem da história de África.

Os primeiros trabalhos sobre a história da África são tão antigos quanto o início da história escrita. Os historiadores do velho mundo mediterrânico e os da civilização islâmica medieval tomaram como quadro de referência o conjunto do mundo conhecido, que compreendia uma considerável porção da África. (KI-ZERBO, 2010).

Evolução da Historiografia africana

Antiguidade

Entre as civilizações da Antiguidade Oriental, desenvolveu-se em África a civilização egípcia. Os egípcios desenvolveram nessa época a escrita hieroglífica,que serviu para fixar o legado religioso que até então era transmitido oralmente (cosmogonias e mitografias).  

Ki-zerbo (coord) (2010) aventa que África ao norte do Sahara era parte integrante de duas civilizações e seu passado constituía um dos centros de interesse dos historiadores, do mesmo modo que o passado da Europa meridional ou o do Oriente Próximo.

As informações clássicas a respeito do mar Vermelho e do oceano Índico têm um fundamento mais sólido, pois é certo que os mercadores mediterrânicos, ou ao menos os alexandrinos, comerciavam nessas costas. (KI-ZERBO, 2010)

O Périplo do Mar da Eritreia (mais ou menos no ano +100) e as obras de Cláudio Ptolomeu (por volta do ano +150, embora a versão que chegou até nós pareça referir -se sobretudo ao ano +400, aproximadamente) e de Cosmas Indicopleustes (+647) constituem ainda as principais fontes da história antiga da África oriental. (KI-ZERBO, 2010)

A Idade Média

Neste período, os escritores e viajantes escreveram pouco sobre África. Somente há registos sobre o norte de África que teve contacto com comerciantes fenícios, gregos e romanos.

Os autores árabes eram mais bem informados, uma vez que em sua época a utilização do camelo pelos povos do Sahara havia facilitado o estabelecimento de um comércio regular com a África ocidental e a instalação de negociantes norte-africanos nas principais cidades do Sudão ocidental.

Noutras regiões do continente também se fizeram registos escritos sobre os africanos, feitos por escritores árabes, como: Al-Masudi; Al-Bakri; Al-Idrisi; Al-Umari; Ibn-Batuta e Hassan Ibn Muhamad Al-Hassan(Leão de África) estes são de grande importância para a reconstrução da história da África, em particular a do Sudão ocidental e central, durante o período compreendido entre os séculos IX e XV. (KI-ZERBO, 2010)

Por outro lado, o comércio com a parte ocidental do oceano Índico tinha se desenvolvido a tal ponto que um número considerável de mercadores da Arábia e do Oriente Próximo se instalaram ao longo da costa oriental da África.

Por mais úteis que sejam essas obras para os historiadores modernos, pairam dúvidas de que possamos incluir algum desses autores ou de seus predecessores clássicos entre os principais historiadores da África. O essencial da contribuição de cada um deles consiste numa descrição das regiões da África a partir das informações que puderam recolher na época em que a evolução da historiografia da África escreveu. (KI-ZERBO, 2010)

Não existe nenhum estudo sistemático sobre as mudanças ocorridas ao longo do tempo e que constituem o verdadeiro objectivo do historiador. Aliás, tal descrição nem chega a ser realmente sincrónica, pois se é verdade que uma parte das informações pode ser contemporânea, outras delas, embora pudessem ainda ser consideradas verdadeiras na época em que o autor vivia, muitas vezes poderiam ser provenientes de relatos mais antigos. (KI-ZERBO, 2010)

Além disso, essas obras apresentam o inconveniente de que, em geral, não há nenhum meio de avaliar a autoridade da informação, de saber, por exemplo, se o autor a obteve por sua observação pessoal ou a partir da observação directa de um contemporâneo, ou se ele simplesmente relata rumores correntes na época ou a opinião de autores antigos. (KI-ZERBO, 2010).

Entre os primeiros historiadores da África, porém, encontra-se um muito importante, um grande historiador no sentido amplo do termo: referimo-nos a Ibn Khaldun (1332 -1406) que, se fosse mais conhecido pelos especialistas ocidentais, poderia legitimamente roubar de Heródoto o título de “pai da história”. (KI-ZERBO, 2010).

Ibn Khaldun é, realmente, um historiador muito moderno e é a ele que devemos o que se pode considerar quase como história da África tropical, em sentido moderno. Na qualidade de norte -africano e também pelo fato de ter trabalhado, a despeito da novidade de sua filosofia e de seu método, no quadro das antigas tradições mediterrâneas e islâmicas, ele não deixou de se preocupar com o que ocorria no outro lado do Sahara. (KI-ZERBO, 2010).

Do século XV até à actualidade

A partir do século XV, o continente africano, teve contactos com todo o mundo, especialmente com os europeus, no contexto da Expansão europeia e com o envio no séc. XIX, de expedições missionárias, cientificas e militares que escreveram sobre África em quase todas áreas científicas, com especial destaque para a Geografia e exploração de recursos naturais.

Ki-zerbo (2010) diz que Os missionários, ao contrário, sentiam -se obrigados a tentar alterar o que encontravam e, nessas condições, um certo grau de conhecimento da história da África poderia ser -lhes útil.

A costa da Guiné foi a primeira região da África tropical descoberta pelos europeus; ela foi o tema de toda uma série de obras a partir de 1460, aproximadamente (Cadamosto), até o início do século XVIII (Barbot e Bosman). Uma boa parte desse material é de grande valor histórico, porque fornece testemunhos directos e datados, graças aos quais podem -se situar várias outras relações de carácter histórico. (KI-ZERBO, 2010).

Há também nessas obras abundante material histórico (entendido como não -contemporâneo), sobretudo em Dapper (1688), que, ao contrário da maioria dos demais autores, não era um observador directo, mas apenas um compilador de relatos alheios. Porém, o objectivo essencial de todos esses autores era mais descrever a situação contemporânea do que fazer história.

A partir do século XVIII, parece que a África tropical recebeu dos historiadores europeus a atenção que merecia. Era possível, por exemplo, utilizar como fontes históricas os autores mais antigos, sobretudo os descritivos – como Leão, o Africano, e Dapper –, de maneira que as histórias e geografias universais da época, como The Universal History, publicada na Inglaterra entre 1736 e 1765, podiam consagrar um número apreciável de páginas à África. (KI-ZERBO, 2010).

Devido aos problemas coloniais, a África não foi considerada um espaço único e total, dai que até hoje é frequente dizer-se «África branca» -África do Norte ou Magreb, e «África Negra» - Sul do Sahara. Esta situação justifica o facto de aparecer uma história regionalizada:

  • História de África Magrebina; História de África Ocidental; Central e Oriental e África Meridional. (KI-ZERBO, 2010).

O crescimento do interesse dos europeus pela África havia proporcionado aos africanos grande variedade de culturas escritas, que lhes permitia exprimir seu interesse por sua própria história. Foi esse o caso principalmente da África ocidental, onde o contacto com os europeus havia sido mais longo e mais constante, e onde sobretudo nas regiões que se tornaram colónias britânicas – uma demanda pela instrução europeia já existia desde o início do século XIX.

Numa escala mais reduzida, muitos africanos continuaram a registar as tradições históricas locais de modo sério e confiável. Os contactos com os missionários cristãos parecem ter desempenhado um papel significativo. Assim, floresceu em Uganda uma escola importante de historiadores locais desde a época de A. Kagwa (cuja primeira obra foi publicada em 1906); ao mesmo tempo, R. C. C. Law anotou, para a região ioruba, 22 historiadores que haviam publicado trabalhos antes de 1940 28, em geral (como aliás os autores ugandenses) em línguas nativas. Dentre a das obras desse tipo, uma tornou-se merecidamente célebre: A Short History of Benin de J. U. Egharevba, reeditada diversas vezes desde sua primeira publicação em 1934.

A partir de 1947, a Société Africaine de Culture e sua revista Présence Africaine empenharam -se na promoção de uma história – da África descolonizada. Ao mesmo tempo, uma geração de intelectuais africanos que havia dominado as técnicas europeias de investigação histórica começou a definir seu próprio enfoque em relação ao passado africano e a buscar nele as fontes de uma identidade cultural negada pelo colonialismo. Esses intelectuais refinaram e ampliaram as técnicas da metodologia histórica desembaraçando -a, ao mesmo tempo de uma série de mitos e preconceitos subjectivos. (KI-ZERBO, 2010).

A esse propósito devemos mencionar o simpósio organizado pela UNESCO no Cairo em 1974, que permitiu a pesquisadores africanos e não -africanos confrontar livremente seus pontos de vista sobre o problema do povoamento do antigo Egipto.

Em 1948, aparecia a obra History of the Gold Coast de W. E. F. Ward. No mesmo ano, a Universidade de Londres criava o cargo de lecturer em História da África na School of Oriental and African Studies, confiado ao Dr. Roland Oliver.

É a partir dessa mesma data que a Grã -Bretanha empreende um programa de desenvolvimento das universidades nos territórios que dela dependiam: fundação de estabelecimentos universitários na Costa do Ouro e na Nigéria; elevação do Gordon College de Cartum e do Makerere College de Kampala à categoria de universidades. Nas colônias francesas e belgas, desenrolava -se um processo semelhante. Em 1950 era criada a Escola Superior de Letras de Dacar que, sete anos mais tarde, adquiriria o estatuto de universidade francesa. (KI-ZERBO, 2010).

Do ponto de vista da historiografia africana, a multiplicação das novas universidades a partir de 1948 foi seguramente mais significativa que  a existência dos raros estabelecimentos criados antes, mas que vegetavam por falta de recursos, tais como o Libéria College de Monróvia e do Fourah Bay College de Serra Leoa, fundados respectivamente em 1864 e 1876.

A partir de 1948, a historiografia da África vai progressivamente se assemelhando à de qualquer outra parte do mundo. E evidente que ela possui problemas específicos, como a escassez relativa de fontes escritas para os períodos antigos e a consequente necessidade de lançar mão de outras fontes como a tradição oral, a linguística ou a arqueologia. (KI-ZERBO, 2010).

Mas é preciso ressaltar que esta evolução positiva teria sido impossível sem o processo de libertação da África do jugo colonial: o levante armado de Madagáscar em 1947, a independência do Marrocos em 1955, 22 Metodologia e pré -história da África a heróica luta do povo argelino e as guerras de libertação em todas as colónias da África contribuíram enormemente para esse processo já que criaram, para os povos africanos, a possibilidade de retomar o contacto com sua própria história e de controlar a sua organização.

Principais historiadores africanos desta época

  • Samuel Johson (Serra Leoa): A história dos Yorubas;
  • Carl Christopher (Gana): A história da Costa de Ouro e de Ashant;
  • Joseph Ki-Zerbo (Burkina-Faso): A História de África Negra.

Outros historiadores: Albert Adu Boahen; Bethwell Ogot; Teófilo Obenga; Elika Mibokolo; John Donald Fage; Ronald; Oliver Terence Ranger; Philip Curtin, Basil Davidson e Walter Rodney. (KI-ZERBO, 2010).

Principais correntes da Historiografia africana

Corrente eurocentrista

É uma corrente marcadamente racista, pois defende a superioridade da raça branca sobre a negra. Sustenta que os africanos não tinham história antes de estabelecerem contactos com os europeus. Afirma que África não é uma parte histórica do mundo.

Hegel (1770 -1831) definiu explicitamente essa posição em sua Filosofia da História, que contém afirmações como as que seguem: “A África não é um continente histórico; ela não demonstra nem mudança nem desenvolvimento”. Os povos negros “são incapazes de se desenvolver e de receber uma educação. Eles sempre foram tal como os vemos hoje”. (KI-ZERBO, 2010).

As coisas ficaram ainda mais difíceis para o estudo da história da África após o aparecimento, nessa época e em particular na Alemanha, de uma nova concepção sobre o trabalho do historiador, que passava a ser encarado mais como uma actividade científica fundada sobre a análise rigorosa de fontes originais do que como uma actividade ligada à literatura ou à filosofia.

Tal concepção foi exposta de forma muito precisa pelo professor A. P. Newton, em 1923, numa conferência diante da Royal African Society de Londres, sobre “A África e a pesquisa histórica”. Segundo ele, a África não possuía “nenhuma história antes da chegada dos europeus. A história começa quando o homem se põe a escrever”. (KI-ZERBO: 2010)

Os historiadores coloniais profissionais estavam, assim como os historiadores profissionais em geral, apegados à concepção de que os povos africanos ao sul do Sahara não possuíam uma história susceptível ou digna de ser estudada. Como vimos, Newton considerava essa história como domínio exclusivo dos arqueólogos, linguistas e antropólogos.

Nega assim, a possibilidade de os africanos terem contribuído para o desenvolvimento da História Universal. O Eurocentrismo defende que somente com as fontes escritas é que se faz a história.

Corrente afrocentrica 

Surge em reacção à corrente eurocêntrica. Critica radicalmente a colonização, afirmando que influenciou negativamente a evolução histórica africana. É uma corrente que valoriza excessivamente as realizações africanas. Recusa influência que os outros povos exerceram sobre a história de África. Para eles, a história é o que graças ao esforço exclusivo dos africanos, sem concorrência de nenhum factor externo.

O afrocentrismo defende que se deve interpretar e estudar as culturas não europeias, nomeadamente a africana, e os seus povos do ponto de vista de sujeitos ou agentes e não como objectos ou destinatários. Estes não defendem que o mundo seja interpretado sob uma única perspectiva cultural, como foi o caso do eurocentrismo, mais que seja reconhecida a existência de uma cultura e a sua avaliação em termo de pensamento e conhecimento através da sua própria perspectiva, nesse caso, mais concretamente a cultura africana seja analisada, por si, enquanto sujeito e não através de modelos culturais que por vezes não só a entendem como a desprezam e desvalorizam. (FARIAS, 2003).

Corrente progressista  

É uma corrente que reconhece o valor das fontes escritas, mas recusa aceitar que a história seja feita apenas com base em documentos escritos, negando assim, ao eurocentrismo. Contrariamente ao eurocentrismo e ao afrocentrismo, o progressismo não espelha complexo de superioridade nem de inferioridade. Reivindica

 Parafraseando Ki-zerbo (2010:3) O progressismo expandiu-se a partir de meados do século XIX com historiadores como: Albert Adu Boahen, Joseph Ki-Zerbo, Teólifo Obenga, e Roland Oliver.

Uma investigação histórica séria e não discriminatória tendo como chave a combinação de várias base metodologias e fontes. Esta corrente depende a importância das fontes orais para todo o conhecimento – tudo o que é escrito é antes pensando e falado.


Conclusão

Apósterminado o trabalho, percebemos que a história de África foi por muitos pensadores ignorados na medida em que viam a África como se fosse um continente sem história devido a forte presença da oralidade e da ausência de escritos sobre ela. Outro passo foi dado na historiógrafa africana, quando Malinowski e Radcliffe Brown começaram a influenciar as obras sobre a África, pois eles criticavam uma história que não tivesse um lastro de fontes. Essa influência fez sair algumas obras de cunho mais histórico, como as de Leo Frobernius que era etnólogo, antropólogo cultural, arqueólogo e historiador camuflado.

Ele publicou inúmeros trabalhos com os resultados de suas pesquisas, dentre outros pontos ele encontrou as estatuetas da cidade de Ifé. Ele buscava uma influência etrusca na cultura africana, inclusive nas estátuas. Fage aponta que obras de Frobernius praticamente não são lidas e são muito criticadas, mas o autor ressalta que se faz necessária uma releitura das mesmas, pois elas são repletas de informações.


Bibliografia

Enciclopédia Miradora Internacional. São Paulo 1981

FARIAS, P. F. De Moraes. Afrocentrismo: entre Uma Contranarrativa histórica Universalista e o Relativismo Cultural. São Paulo. 2003

KI-ZERBO, Joseph. História Geral de África I: metodologias e pré-historia de África. Brasília: Unesco.

 

publicado por malua7rcbm às 18:13
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

classificação da imagem espacial como meio de comunicação.

Por: Rajabo c.b. Malua

malua7rcbm@gmail.com/malua7rcbm@sapo.pt    


        

 Classificação da imagem espacial como meio de comunicação

 

A classificação de uma imagem, consiste no reconhecimento de padrões espectrais e espaçais, o sucesso da utilidade das imagens em cartografia temática depende não só da adequalidade das imagens escolhida para a projecção cartográfica com determinadas especificações técnicas (escala, unidade mínima, nomenclatura), mas também, de metodologia e das características de áreas de estudo.

As imagens de satélite ou de avião são uma potencial fonte de informação para projectos que envolve campo, estudos quantitativos como qualitativos de vegetação a escala global, regionais ou sociais.

Globais geralmente com imagens de satélites meteorológicos com o NOAA/AVHARR.

Regionais – comum a solução de imagens ESPEOTE ou LANDSAT.

Locais – com imagens de alta resolução espacial IKONSS, QUOICKBIRD, fotografia aérea.

 

Interpretação Visual

A interpretação visual, pode ser melhorada substancialmente se algumas técnicas de processamento digital forem aplicadas a uma dada imagem, ao passo que as análises quantitativas dependem, para seu sucesso, de informações chaves fornecidas pelo analista.

Uma comparação entre os aspectos considerados na interpretação visual e análise quantitativa é apresentada na Tabela 1. Pela análise dessa tabela, pode-se verificar que a interpretação visual, envolvendo uma interacção directa com o ser humano e, consequentemente, um alto nível de decisão, é adequada para uma avaliação espacial, mas deixa a desejar quanto à exactidão quantitativa. A estimativa de área na interpretação visual envolve a medição planimétrica das regiões identificadas visualmente, e nesses casos, erros na definição dos contornos podem prejudicar a precisão na determinação da área.

 

 Análise Quantitativa

No caso da análise quantitativa, essa requer menor interacção com o ser humano e um baixo nível de decisão do software; apresenta uma habilidade espacial pobre, mas uma alta exactidão quantitativa. Essa alta exactidão resulta da capacidade do computador de processar muitos pixels simultaneamente e levar em consideração toda a extensão dos detalhes espectrais, espaciais e radiométricos apresentados por um pixel.

Sua baixa capacidade de análise espacial resulta da dificuldade em implementar no computador critérios de decisão referentes à forma, tamanho, orientação, textura, contexto, etc.

 

Interpretação visual

(analista humano/intérprete)

Análise quantitativa

(através do computador)

.  - Para uma grande escala em relação ao tamanho pixel

- A nível de pixel individual

- Estimativas de área com pouca precisão

- Possibilidade de estimativas de área bastante acuradas

- Análise multiespectral limitada

- Pode executar análises multiespectrais precisas (multidimensionais)

- Assimila apenas um número limitado de níveis de cinza distintos (~16 para cada cena)

.- Pode usar qualitativamente todos os níveis de cinza disponíveis para cada atributo (ex. 64, 128, 246)

- A forma é facilmente determinada e analisada

- Determinação da forma envolve o uso de “softwares” complexos

. - - A informação espacial é facilmente usada em um sentido qualitativo

 

- Disponibilidade de técnicas limitadas para o uso de dados espaciais.

TABELA. Comparação entre as duas abordagens de Interpretação de Imagens Multiespectrais.

 

2. Caracterização de Imagem Multiespectral

Conceito de Imagem Digital

Uma imagem digital constitui uma matriz bidimensional que define um conjunto de células ou pixels. Cada pixel é definido pelas coordenadas espaciais (x, y) que indicam sua localização na cena, sendo que a cada posição (x, y) é atribuído um valor digital (nível de cinza) correspondente ao valor radiométrico registrado pelo sensor.

 

Imagens Multiespectrais

É uma representação digital mais complexa: na qual cada pixel com coordenadas espaciais (x, y) é representado por um conjunto de valores de brilho (níveis de cinza), ou seja, cada pixel é representado por um vector com tantas dimensões quantas forem as bandas espectrais analisadas, onde x e y definem as coordenadas espaciais do pixel e n é o vector que representa as bandas espectrais.

Processamento da imagem

Pré-processamento correcções das distorções radiometricas, alterações dos valores das imagens dos elementos das imagens (correcções atmosféricas).

Correcções das distorções geométricas (geometria da aquisição da imagem)

 

Métodos de classificação

- Métodos estatísticos de reconhecimentos de padrões no reconhecimento de classe de ocupação de solos em imagem de detenção remota, os padrões são as assinaturas estruturais das classes a identificar na imagem.

1º- Identificar conjunto de padrões (método supervisionado/assistido ou não supervisionado não assistido)

2º- Classificado dos padrões definidos anteriormente.

Métodos supervisionados (assistidos) - ter informação a prior da área a classificar.

Métodos não supervisionados ( não assistido)

Classificação da imagem orientada a objecto

1º- É realizado a segmentação da imagem em objectos em função de um critério de homogeneidade baseado nos valores radiómetro presentes no pixel.

2º- Os objectos são vitoriados e classificados com base em parâmetros de forma e /ou espectrais e/ ou contextuais.

 Processamento Digital Para A Interpretação Visual

Quando uma imagem está disponível na forma digital, ela pode ser submetida a técnicas de pré-processamento, para que os detalhes a serem utilizados na interpretação visual sejam realçados. A aplicação de processamentos criteriosos pode tornar perceptíveis características espaciais e espectrais mais significativas da cena. Os procedimentos que envolvem o carácter radiómetro da imagem são chamados de realce radiométrico, enquanto aquele que distingue o aspecto geométrico ou espacial refere-se ao realce geométrico.

O realce geométrico envolve normalmente algumas operações como suavização dos ruídos presentes na imagem; realce de bordas; detecção e realce de linhas. Além disso, implica na definição de novos valores de brilho para um pixel levando em conta os valores da vizinhança.

O realce radiométrico refere-se a alteração do intervalo de definição dos valores de brilho dos pixels em uma imagem. Do ponto de vista computacional, o realce radiométrico envolve a determinação de novos valores de brilho para um pixel a partir de seu valor de brilho na imagem original. Frequentemente estas operações são pontuais e associadas com modificação de contraste na imagem, a fim de melhorara a visualização da cena.

 

Análise Quantitativa.

A utilização da interpretação visual na identificação de feições presentes em uma imagem de sensoriamente Remoto pode ser útil na avaliação dos aspectos geométricos globais da cena e definição geral dos tipos de cobertura da terra (uso da terra). No entanto, sua aplicação é impraticável ao nível do pixel, a não ser quando apenas um conjunto de pixels de interesse seja considerado e quando não há necessidade de estimativas acuradas da área ocupada por um tipo específico de cobertura da terra.

A análise simultânea de um conjunto de bandas espectrais é bastante limitada na interpretação visual, o que é agravado pelo facto do intérprete humano ser incapaz de discriminar toda a extensão da resolução radiométrica disponível para um pixel (imagem quantizada em 8 bits = 256 níveis de brilho).

Por outro lado, a análise computacional permite examinar plenamente o aspecto multidimensional dos dados e sua resolução radiométrica.

A interpretação de dados de sensoriamente Remoto via computador é chamada análise quantitativa em função de sua habilidade em identificar pixels com base nas suas propriedades numéricas e devido a sua capacidade de calcular o número de pixels que determinam uma dada área homogénea na cena. Os sistemas disponíveis para a implementação de técnicas de análise quantitativa e os aplicativos utilizados pelos computadores comerciais, complementam os processos totalmente interactivos de processamento de imagens por computador. Em alguns casos, os processos de análise quantitativa são baseados em classificação de imagens.

 

 CLASSIFICAÇÃO DE IMAGENS.

 

Classificações

São métodos pelos quais um pixel é alocado a uma determinada classe (legenda) com base nas suas características espectrais. Essa categorização (legenda) pode ser feita tanto a partir de uma mera segmentação espectral, quanto estabelecida a partir do treinamento inicial de um algoritmo de classificação.

Naturalmente, a imagem a ser analisada quantitativamente deve estar disponível na forma digital, e isso se constitui em uma vantagem na análise de alguns tipos de imagens, como aquelas obtidas pelos sensores multiespectrais de varredura (CBERS, ETM+, TM e MSS/Landsat; HRV/SPOT, IKONOS, etc.), cuja aquisição envolve um procedimento electrónico, que gera dados na forma essencialmente digital.

Já as fotografias aéreas obtidas a partir de câmaras convencionais requerem uma etapa prévia de digitalização para que a análise quantitativa seja desenvolvida.

Espaço Multiespectral e Classes Espectrais

A maneira mais eficiente de representar os dados multiespectrais, a fim de formular algoritmos para analisá-los quantitativamente é plotá-los em um espaço vectorial multiespectral com tantas dimensões quantos forem as bandas espectrais analisadas.

Nesse espaço de representação, cada pixel de uma imagem é pilotado como um ponto com coordenadas de localização definidas em função do valor de brilho associado ao pixel, em cada banda espectral. Na Figura 3 está representado o espaço bidimensional definido pelas bandas MSS-5 (intervalo espectral do vermelho – visível) e MSS-7 (infravermelho próximo) do sistema sensor MSS/Landsat.

 

Ilustração de um espaço multiespectral bidimensional (2 bandas espectrais) mostrando as características espectrais de tipos genéricos de cobertura da terra.

Definidas as bandas espectrais que fornecem uma melhor discriminação entre as categorias de interesse, espera-se que os pixels se agrupem no espaço multiespectral e que cada um dos grupos de pixels formados corresponda a um tipo diferente de cobertura da terra, e ainda mais, que o formato e tamanho desses agrupamentos, sejam dependentes da presença de ruídos sistemáticos, da variedade dos tipos de cobertura presentes e dos efeitos topográficos. Os agrupamentos ou agregamentos de pixels (clusters ou classes espectrais) são posteriormente associados a classes de informação, à medida que sejam associados a uma ocorrência real da superfície terrestre que um aplicativo computacional foi treinado para a reconhecer.

A classificação envolve a rotulação ou categorização dos pixels como pertencentes a classes espectrais (e posteriormente, de informação) distintas, usando os dados espectrais disponíveis. Essa ideia está representada na Figura 4.

 

Sensoriamente Remoto e Classificação

 

Devido à sua natureza explicitamente espacial e pelo fato de se manifestarem na forma de padrões, os elementos da paisagem podem ser investigados através de imagens que registrem essas condições e, além disso, podem ser analisados através de técnicas e ferramentas específicas.

Independente da escala, tipo de sensor utilizado ou nível da plataforma de aquisição de dados, o censoriamente remoto tem-se mostrado uma ferramenta importante para a análise das características e interacções da paisagem, no qual a colecta de dados ocorre sem perturbar o ambiente ao redor. Particularmente, conforme ressaltam Quattrochi & Pelletier (1990), as imagens de satélite, devido à sua característica multiespectral, apresentam uma perspectiva única para a observação e medição das características biofísicas. Além disso, face à visão qualitativa e sinóptica que oferecem da superfície terrestre, associada à possibilidade de colecta sistemática de dados de uma mesma área, a intervalos de tempo regulares, os dados orbitais de sensoriamento remoto tem se mostrado atractivos para a análise da paisagem.

Os sistemas de aquisição de dados de sensoriamento remoto, definidos como sistemas sensores, constituem-se de qualquer equipamento capaz de transformar a radiação electromagnética em um sinal passível de ser convertido em informações sobre o meio ambiente (NOVO, 1989). Dentre a grande variedade de equipamentos que apresentam essa capacidade, podem ser destacados os sensores imaginadores, os quais fornecem como produto, uma imagem da cena observada.

A aquisição de dados de sensoriamento remoto, com aplicação em recursos naturais, pode ser feita através de sensores instalados em plataformas orbitais. Estes sensores são representados, tradicionalmente, pelo MSS - Multispectral Scanner Subsystem (instalados a bordo dos primeiros satélites da série Landsat); o TM - Thematic Mapper (a bordo dos satélites Landsat 4 e 5); e os sensores HRV - Haute Resolution Visible, os quais constituem a carga útil do satélite francês SPOT. Em 1999 foi lançado com sucesso um novo satélite americano: o Landsat 7, cujo sensor ETM+ (Enhanced Thematic Mapper Plus) tem características técnicas que são um aprimoramento do TM.

Operando a bordo do satélite Landsat 5, o Thematic Mapper - TM constitui-se de um sensor imageador óptico multiespectral que colecta dados da superfície terrestre, simultaneamente, em sete bandas espectrais. Seis destas bandas operam na região reflectida do espectro óptico e apresentam uma resolução espacial de 30 metros no terreno. A outra banda espectral, designada como banda TM6, capta a radiação termal e tem uma resolução espacial de 120 metros. Na Tabela 2 são apresentadas as principais bandas espectrais do sensor TM, assim como os intervalos de comprimento de onda que as define e suas principais aplicações.

TABELA 2 - Principais aplicações das bandas espectrais do sensor TM/Landsat.

Bandas espectrais

Intervalo espectral

(mm)

Principais aplicações

 

TM1

 

0,45-0,52

- Mapeamento de águas costeiras

- Diferenciação entre solo e vegetação

- Diferenciação entre coníferas e folhosas

TM2

0,52-0,60

- Reflectância da vegetação verde sadia

TM3

0,63-0,69

- Absorção pela clorofila

- Diferenciação entre espécies vegetais

TM4

0,76-0,90

- Levantamento de biomassa vegetal

- Delineamento de corpos d agua

TM5

1,55-1,75

- Medidas de unidade da vegetação

- Diferenciação entre nuvens e neve

TM6

10,4-12,5

- Mapeamento de estresse térmico em plantas

- Outros mapeamentos térmicos

TM7

2,08-2,35

- Mapeamento hidrotermal

Novo, E.M.L.M (1992).

 

Conforme sugere a leitura da Tabela 2, as bandas TM3, TM4 e TM5 favorecem as análises da vegetação. O posicionamento destas e das demais bandas nos seus respectivos intervalos espectrais específicos foi embaçado pelos estudos de comportamento espectral de alvos.

Em comparação com o TM, o sensor ETM+ mantém a designação e a resolução espacial das bandas do espectro reflectido (30 metros). As excepções ficam por conta da banda termal que, apesar de continuar sendo a de número 6, teve sua resolução espacial melhorada (60 metros), e da incorporação de uma banda pancromática (definida no intervalo espectral entre 0,52 e 0,90 mm), com resolução de 15 metros (SHEFFNER, 1999).

Qualquer objecto do mundo real ao ser representado, caracteriza-se por apresentar uma posição geográfica definida e atributos que descrevem um padrão em particular. Nesse contexto, antes de qualquer tentativa de analisar um padrão em termos de seus atributos, um conceito espacial fundamental deve ser considerado: sua localização. Demers (1997) esclarece que, localizar objectos no espaço implica em se dispor de um mecanismo estruturado para comunicar a localização de cada objecto observado, ou seja, deve-se considerar um sistema de referência em relação ao qual o objecto estará posicionado no espaço. Quando um conjunto de dados espaciais, mesmo sendo de diferentes tipos, têm sua localização na superfície terrestre estabelecida em função de um sistema de referenciamento específico, é possível analisá-los de forma integrada. Nestas situações, os dados são ditos georreferenciados.

A análise integrada dos dados georreferenciados em ambientes computacionais é realizada pelos Sistemas de Informações Geográficas ou sistemas de geoprocessamento, os quais, segundo Câmara (1993), se caracterizam pela sua faculdade de armazenar, recuperar e analisar mapas.

Via de regra, o uso de dados e técnicas de sensoriamento remoto em estudos da cobertura da terra, independente de produzir ou não uma representação cartográfica, pressupõem a definição de classes de uso e ocupação da terra. Essas classes representam unidades abstractas com as quais se procura mostrar, de forma generalizada, os tipos de cobertura da terra com características semelhantes, muito embora a generalização, implícita no processo de classificação, desconsidere muitas das variações que possam ocorrer dentro de cada classe.

Um dos aspectos básicos da aplicação do sensoriamento remoto aos mapeamentos temáticos é a definição de um sistema de classificação que seja adequado ao estudo que se pretende desenvolver. É importante estabelecer claramente as classes que constarão do mapeamento, e nesse processo deve ser levado em consideração o nível de retalhamento oferecido pelos dados disponíveis.

Métodos de Classificação de Imagens de Sensoriamente Remoto

A classificação de imagens consiste em se estabelecer um processo de decisão no qual um grupo de pixels é definido como pertencente a uma determinada classe (Venturieri & Santos, 1998). Nesse sentido, os sistemas computacionais auxiliam o usuário na interpretação da imagem. Para Richards (1986), a classificação multiespectral consiste em rotular os pixels de uma cena a partir de suas características espectrais, sendo que essa categorização é implementada por um programa computacional habilitado para reconhecer os pixels espectralmente similares. Segundo Novo (1989), as técnicas de classificação digital implicam na implementação de um processo de decisão para que o computador possa atribuir certo conjunto de pontos (pixels) a uma determinada classe.

Para a análise de dados multiespectrais são definidos dois métodos de classificação, diferenciados em função da presença ou não de uma fase de treinamento onde o intérprete interage com o computador. Um deles, definido como classificação não-supervisionada, é um meio pelo qual os pixels de uma imagem são associados a classes espectrais, sem que haja um conhecimento prévio da existência ou nome destas classes. Nos métodos não-supervisionados, o algoritmo de classificação não utiliza a priori qualquer conhecimento sobre as classes existente na imagem e define, sem a interferência do intérprete, a estratificação da cena, atribuindo cada pixel a uma determinada classe espectral.

O outro método é a classificação supervisionada, o qual se constitui na ferramenta analítica essencial usada na extracção da informação quantitativa a partir de dados de sensoriamento remoto. O processo é dito supervisionado pois implica na interacção entre o intérprete humano e o sistema de análise, e no conhecimento prévio de algumas áreas que se deseja trabalhar, o que permite a selecção de amostras confiáveis que são usadas para o treinamento de um algoritmo de classificação. Nas abordagens supervisionadas, geralmente, o algoritmo classificador opera com base na probabilidade de ocorrência de cada classe seleccionada. Numa linguagem mais popular, o intérprete inicialmente treina o classificador, a partir de amostras das classes conhecidas, para depois associar os demais pixels da imagem a uma determinada classe (previamente definida), através do uso de regras estatísticas pré-estabelecidas (VENTURIERI & SANTOS, 1992).

Classificação Por Regiões

Os métodos de classificação relacionados anteriormente são desenvolvidos com base no menor elemento de resolução da imagem, constituindo as abordagens de classificação pixel a pixel. No entanto, como tais métodos consideram, individualmente, cada unidade radiométrica na análise, pixels que apresentem um comportamento radiométrico inconsistente podem ser classificados incorrectamente (ou não ser classificados). De acordo com Venturieri & Santos (1998), uma alternativa para resolver esse problema é a utilização de uma técnica de segmentação da imagem, a fim de agrupar os pixels que apresentam características radiométricas similares em termos tonais e texturas, formando regiões homogéneas e, então, classificar as regiões formadas.

Nesse sentido, o processo de segmentação representa um passo no sentido de preparar as imagens para a futura classificação temática, onde os elementos analisados e utilizados na classificação são as regiões resultantes da aplicação do segmentador utilizado para a definição do espaço de atributos da classificação.

Gonzalez & Woods (1993) definem segmentação como a subdivisão de uma imagem em suas partes ou objectos constituintes. Venturieri & Santos (1998) acrescentam que essa subdivisão é feita com base em algumas propriedades intrínsecas da cena, tais como: níveis de cinza, contraste ou propriedades texturas e que o ato de segmentar uma imagem corresponde à formação de áreas (regiões) compostas por um certo número de pixels unidos segundo um critério de similaridade.

A segmentação prévia de uma imagem é uma etapa necessária em muitas das abordagens de classificação por regiões. A literatura especializada apresenta várias técnicas de segmentação de imagens, porém uma das mais utilizadas no contexto da análise multiespectral é o método baseado em crescimento de regiões, implementado no Spring.

Na segmentação por crescimento de regiões, o interesse do algoritmo são os pixels interiores das regiões homogéneas definidas por um determinado critério de similaridade, ou seja, de proximidade radiométrica. Neste sentido, o princípio básico é o agrupamento de pixels com características similares em regiões contínuas, formada pela junção adequada de pixels vizinhos (VENTURIERI & SANTOS, 1998).

A classificação das regiões, definidas a partir da segmentação prévia da imagem, pode ser realizada usando métodos supervisionados ou não supervisionados e utiliza os mesmos princípios do modelo classificatório pixel a pixel. Contudo, no caso da classificação supervisionada, a abordagem por regiões constitui um significativo aprimoramento em relação ao modelo tradicional, uma vez que se utiliza das regiões formadas na segmentação como amostras de treinamento.

 

Conclusão.

Após a realização do presente trabalho de cartografia intitulado classificação da imagem como meio de comunicação Conclui se que classificações são métodos pelos quais um pixel é alocado a uma determinada classe (legenda) com base nas suas características espectrais. Essa categorização (legenda) pode ser feita tanto a partir de uma mera segmentação espectral, quanto estabelecida a partir do treinamento inicial de um algoritmo de classificação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia.

BASTOS, Luísa e  MATOS João, cartografia e Geodesia, Lidel-edicções técnicas Lda Lisboa Porto Coimbra

CÂMARA, g. (1993). Anatomia de sistema de informação geográfica. Visão actual e perspectivas de evolução. In: ASSAD: SANO, EPE, Ed Sistema de Informação geográfica: Aplicação na agricultura. CPAC

Novo, E.M.L.M (1992). Censoriamente remoto princípios e aplicação. São Paulo, 2 ed. Edgard bloucher.

 

 

publicado por malua7rcbm às 16:55
link do post | comentar | favorito

Perspectivas do Pensamento sobre a geomorfologia

Por: Rajabo Caetano Bernardo Malua

malua7rcbm@gmail.com/malua7rcbm@sapo.pt

 

 

 

Nome: Rajabo Caetano Bernardo Malua

Cadeira: Geomorfologia

Ficha no: 2

Docente: Dr. Ubaldo Ginova Ombe Gemusse

Referência Bibliográfica: CASSETI, Valter. Geomorfologia. [S.I]: [2005]

Pag:

Conteúdo: Perspectivas do Pensamento sobre a geomorfologia

Obs.

 

William M. Davis (1899):

A sistematização da ciência geomorfologica nasce com William M. Davis em 1899 nos Estados Unidos, na sua interpretação dinâmica da evolução geral do relevo (ciclo de erosão). Em 1875 defendeu que o sistema de denudação inicia-se a partir de uma rápida emersão da massa continental. Para Davis, o elevado gradiente produzido pelo soerguimento em relação ao nível da base geral, o sistema fluvial produz forte entalhamento de talvegues, originando verdadeiros canyons, que caracterizam antropomórfico denominado de juventude. Deste modo, os rios não podem erodir abaixo de nível de base.

-O processo denudacional que caracteriza a maturidade caracteriza-se pelo abaixamento do relevo de cima para baixo o que torna necessário admitir a continuidade da estabilidade tectónica, bem como dos processos de erosão;

Característica geral do sistema

-Rápido soerguimento com posterior estabilidade tectónica;

-relação soerguimento/denudeção

-inicio da denudação (comandada pela incisão fluvial) após estabilidade ascensional.

Estágio final ou parcial da morfologia

-Evolução morfológica de cima para baixo (wearing down).

Características morfológicas

-Fases antropomórficas: juventude, maturidade e senilidade (peneplano).

Estágio final ou parcial da morfologia

-Peneplanizaçao (formas residuais: monadnocks).

Noção de nível de base

-Processo evolutivo comandado pelo nível de base geral

W. PENCK (1924)

Procura demonstrar a relação entre entalhamento do talvegue e efeitos denundacionais em função do comportamento da crosta, que poderia se manifestar de forma intermitente e com intensidade variável, contestando o modo de Davis:

-O valor da incisão estava na dependência do grau de soerguimento da crosta, o que proporcionaria evidencias morfológicas ou grupo de declividades vinculado a intensidade de erosão dos rios, submetidos aos efeitos tectodinamicos;

-Propunha que em caso de forte soerguimento da crosta, ter-se-ia uma correspondente iniciação de talvegue, que por sua vez implicaria aceleração dos efeitos denudacionais em razão do aumento do gradiente da vertente.

Panck reconhece a existência de a existência de limites de processos de aceleração ou redução da denudação da vertente particularmente na primeira situação, esses limites seriam atribuídos à instabilidade tectónica da crosta.

Enquanto Davis afirmava que o relevo evoluía de cima para baixo (wearing-down),

Penck acreditava no recuo paralelo das vertentes (wearing-back ou desgaste lateral da vertente), constituindo-se no modelo aceito para o entendimento da evolução morfológica.

Característica geral do sistema

-Ascensão de massa com intensidade e duração diferentes.

Relação soerguimento/denundação

-Intensidade de denundação associada ao comportamento da crosta.

Estágio final ou parcial da geomorfologia

-Evolução pró recuo paralelo das vertentes (wearing back)

Características Morfológicas

-Processo de declividade laterais das vertentes: convexas rectilíneas e convacas (relação incisão/denudação por acção crustal).

Estágio final ou parcial da Geomorfologia

-Superfície primária (lenta ascensão pela denudação). Não haveria produção de elevação geral da superfície.

Noção de nível de base

-Vertente evolui em função do nível de base local.

Variáveis que compõem os sistema

-Processo tectónico e tempo.

 

LESTER C. KING/J. PUGH (1955)

A ideia de rápido e intermitentes de soerguimento da crosta, separados por longos períodos de estabilidades tectónicos é ponto principal do sistema apresentado por King (1955) fundamentado em estudo de caso na África do Sul.

Esta teoria procura restabelece o conceito de estabilidade tectónica considerado por Davis, mas admite o ajustamento por compreensão isostática e concedera o recuo paralelo das vertentes (wearing-back), como forma de evolução morfológica, de acordo com proposta de Pank (1924).

Argumenta-se que o recuo acontece a partir de determinado nível de base, iniciado pelo nível da base geral, correspondente ao oceano.

O material resultante da erosão decorrente de recuo promove o entalhamento das áreas depressionarias, originando os denominados pedimentos.

A evolução do recuo por um período de tempo de relativa estabilidade tectónica permitiria o desenvolvimento de extensos pediplanos, razão pela qual a referida teoria ficou conhecida como pediplanação.

Enquanto Davis chamava as grandes extensões horizontalizadas na senilidade de “peneplanos” King considera como ”pediplanos” com formas residuais denominadas inselbergs, por tanto o emprego de uma das terminalogias, peneplano ou pediplano, caracteriza a filiação epistemológica (anglo-americana ou germânica) considerando as diferenciações genéticas (down wearing ou back wearing).

Características gerais do sistema

-Longos períodos de estabilidade tectónica, separados por períodos rápidos e intermitentes de soerguimento da crosta.

Relação soerguimento/denudação

-Denudação concomitante ao soerguimento

Estágio final ou parcial da Morfologia

-Evolução morfológica por recuo paralelo (wearing back)

Características Morfológicas

-Nível de pedimentação (coalescência de pedimentos: pediplano)

Estágio final ou parcial da Morfologia

-Pediplanação (formas residuais: inselbergs)

Noção de nível de base

-Pressupõe a generalização de níveis de base (qualquer ponto de um rio é considerado NB para os demais a montante)

Variáveis que compõem os sistema

-Processos/formas considerando o factor temporal, admitindo implicações isostasicas

 

JOHN T. HACK (1960)

O mais destacado no enfoque acíclico do conceito de equilíbrio dinâmico.

Baseia-se num princípio segundo a qual o relevo é um sistema aberto, mantendo constante troca de energia e matéria com os demais sistemas terrestre, estando vinculado a resistência litologica.

 

Característica geral do sistema

-Toda alternância de energia interna ou externa gera alteração no sistema através da matéria

Relação soerguimento /denudação

-Reacção do sistema com alteração do fornecimento de energia (oscilações climáticas)

Estágio final ou parcial da Geomorfologia

-Todos os elementos da topografia estão mutuamente ajustados. Modificam-se na mesma proporção

Características Morfológicas

-As formações não são estáticas e imutáveis. Intima relação coma estrutura geológica

Estágio final ou parcial da Morfologia

-Não evolui necessariamente para aplainamento (equifinalização). O equilíbrio pode ocorrer sob os mais variados “panoramas topográficos”

Noção de nível de base

-Ajustamento sequencial

Variáveis que compõem os sistema

-Relação formas/processos independentes do tempo (processo morfogenético-resistencia das rochas-influencias diastroficas).

 

 

         
publicado por malua7rcbm às 16:51
link do post | comentar | favorito

DIDACTICA - METODOS DE ENSINO

Por: Rajabo Caetano Bernardo Malua

malua7rcbm@gmail.com/malua7rcbm@sapo.pt

 

Introdução

O presente trabalho abordara sobre os métodos de ensino, visto que são a partir destes métodos que o processo de ensino se torna uma realidade. Apesar de alguns usarem métodos e não produzirem frutos esperados pela sociedade, ela regula a maneira de como ensinar e colher resultados positivos tendo em conta que cada estudante enfrenta dificuldades, morais, psicológicas e sociais diferentes do outro.

A realização do trabalho só foi possível através de consultas de manuais que abordam com o tema em abordagem.  

 

 

Métodos De Ensino

No trabalho docente, o professor selecciona e organiza vários métodos de ensino e vários procedimentos didácticos em função das características de cada matéria. Sendo assim, trataremos nesse trabalho dos métodos gerais de ensino, cuja utilização depende dos objectivos conteúdos métodos das matérias, da peculiaridade dos alunos e do trabalho criativo do professor.

 Há muitas classificações de métodos de ensino conforme os critérios de cada autor. Dentro da concepção de processo de ensino que temos estudados, os métodos de ensino são considerados em estreita relação com os métodos de aprendizagem (ou métodos de assimilação activa); ou seja os métodos de ensino fazem parte de papel de direcção do processo de ensino por parte do professor tendo em vista aprendizagem dos alunos.

 Neste sentido, a classificação dos métodos de ensino resulta da relação existente entre ensino e aprendizagem, concretizada pelas actividades do professor e alunos no processo de ensino.

De acordo com esse critério, o eixo de processo de ensino é a relação cognoscitiva entre o aluno e a matéria. Os métodos de ensino consistem na mediação escolar tendo em vista activar as forças mentais dos alunos para assimilação da matéria.

Em função desse critério básico, na qual a direcção de ensino se orienta para activação das forcas cognoscitivas do aluno podemos classificar os métodos de ensino segundo seus aspectos externos – método de exposição pelo professor, método de trabalho relativamente independente do aluno, método de elaboração conjunta (ou de conversação) e método de trabalho em grupo – e seus aspectos internos passos ou funções didáctico e procedimentos lógicos e psicológicos de assimilação da matéria.

Classificação de Métodos de Ensino

Método de exposição pelo professor

Nesse metido, os conhecimentos, habilidades e tarefas são apresentadas, explicadas ou demonstradas pelo professor. A actividade dos alunos é receptiva, embora não necessariamente passiva. É bastante usado nessas escolas, apesar das criticas que são feitas principalmente por não levar em conta o principio de actividade do aluno. Entretanto, ficou superada essa limitação, é um importante meio de obter conhecimentos. A exposição lógica da matéria continua sendo, pois, um procedimento necessário, desde que o professor consiga mobilizar a actividade interna do aluno de concentrar-se e de pensar, e a combine com outros procedimentos, como trabalho independente, a conversação e o trabalho em grupo.

Entre as formas de exposição, mencionamos a exposição verbal, a demonstração, a ilustração e exemplificação. Essas formas, em geral, podem ser conjugadas, possibilitando o enriquecimento da aula expositiva.

A exposição verbal, ocorre em circunstâncias em que não é possível prover a relação directa do aluno com material de estudo. Sua função principal é explicar de modo sistematizado quando o assunto e desconhecido ou quando as ideias que os alunos trazem são insuficientes ou imprecisas. A palavra do professor, em muitos casos serve também como forca estimuladora para despertar nos alunos uma disposição motivadora para o assunto em questão. Nesse caso o professor estimula sentimento, instiga a curiosidade, relata de forma sugestiva um acontecimento descreve com vivacidade uma situação real, faz uma leitura expressiva de um texto etc.

A explicação da matéria deve levar em conta dois aspectos: proporcionar conhecimentos e habilidades que facilitem a sua assimilação activa e desenvolver capacidades para que o aluno se beneficie da exposição de modo receptivos activo.

A exposição do professor pode conjugar se com a exposição do aluno, a partir de um certo momento da escolarização. A exposição ou relatos de conhecimentos adquiridos ou de experiencia de vividas é um exercício útil para desenvolver a relação entre o pensamento e a linguagem, a coordenação de ideias e sistematização de conhecimentos.

A demonstração é uma forma de representar fenómenos e processos que ocorrem na realidade. Ela se dá seja através de explicações em um estudo de meio (excursão), seja através de explicação colectiva de um fenómeno por meio de um experimento simples, uma projecção de slides.

Exemplo: explicar processo de germinação de uma planta mostrando por que e como se desenvolveu um grão de feijão.

 A ilustração é uma forma de apresentação gráfica de facto e fenómenos da realidade por meio de gráficos, mapas, esquemas, gravuras etc. a partir dos quais o professor enriquece a explicação da matéria. Aqui como na demonstração, é importante que os alunos desenvolvam a capacidade de concentração e de observação.

A exemplificação é um importante meio auxiliar da exposição verbal, principalmente nas series iniciais ao ensino de 1º grau. Ocorre quando o professor faz uma leitura em voz alta, quando escreve ou fala uma palavra, para que os alunos observem e depois repitam. Ocorre, também, quando ensina o modo correcto modo de realizar uma tarefa: usar o dicionário, consultar o livro-texto, organizar os cadernos, preparar se para uma prova, observar um facto de acordo com normas e tirar conclusões, fazer relações entre factos e acontecimentos etc.

O método de exposição verbal ou aula expositiva é um procedimento didáctico valioso para assimilação de conhecimentos.

Entretanto, sendo a aula expositiva um método muito difundido em nossas escolas, torna se necessário alertar sobre práticas didacticamente incorrectas tais como: conduzir os alunos a uma aprendizagem mecânica, fazendo os apenas memorizar e decorar factos, regras, definições, sem ter garantido uma sólida compreensão do assunto; usar linguagem e termos inadequados, distantes da linguagem usual das crianças e dos seus interesses: usar que não tem correspondência com o vocabulário das crianças; apresentar noções, factos , assuntos sem ligação com a meteria anterior, isto é, sem um plano sistemático de unidades de ensino com objectivos.

Método de trabalho independente

O método de trabalho independente dos alunos consiste nas tarefas dirigidas e orientadas pelo professor, para que os alunos as resolvam de modo relativamente independente e criador. O trabalho independente pressupõe determinados conhecimentos, compreensão da tarefa e do seu objectivo, o domínio do método de solução, de modo que os alunos possam aplicar conhecimentos e habilidades sem a orientação directa do professor.

O aspecto mais importante do trabalho independente é a actividade mental dos alunos, qualquer que seja a modalidade de tarefa planejada pelo professor para estudo individual. Pode ser adoptado em qualquer momento da sequência da unidade didáctica ou aula, como tarefa preparatória, tarefa de assimilação do conteúdo ou como tarefa de elaboração pessoal.

As tarefas de assimilação de conteúdos são exercidas de aprofundamento e aplicação dos temas já tratados, estudo do dirigido, solução de problemas, pesquisa com base num problema novo, leitura do texto do livro desenho de mapas depois de uma aula de geografia etc.

As tarefas de elaboração pessoal são exercícios nos quais os alunos produzem respostas surgidas do seu próprio pensamento. Para que trabalho independente cumpra a sua função didáctica são necessárias condições prévias.

 A professora precisa:

- Dar tarefas claras, compreensíveis e adequadas, à altura dos conhecimentos e da capacidade de raciocínio dos alunos.

- Assegurar condições de trabalho (local, silencio, material disponível)

- Acompanhar de perto o trabalho

- Aproveitar o resultado das tarefas para todas as classes

Os alunos por sua vez devem:

- Saber precisamente o que fazer e como trabalhar

- Dominar as técnicas do trabalho (como fazer a leitura de um texto, como utilizar dicionário ou enciclopédia, como utilizar atlas etc.);

-Desenvolver atitudes de ajuda mútua, não apenas para assegurar o clima de trabalho na classe, mas também para pedir ou receber auxilia dos colegas.

O estudo dirigido procura:

- Desenvolver habilidades e hábitos de trabalho independente e criativo;

- Sistematizar e consolidar conhecimentos, habilidades e hábitos

- Possibilitar os alunos o desenvolvimento da capacidade de trabalhar de forma livre e criativa com os conhecimentos adquiridos aplicando – os a situações novas, referentes a problemas quotidianos da sua vivencia e a problemas mais amplos da vida social.

A primeira função de estudo dirigido é a realização de exercícios e tarefas de reprodução de conhecimentos e habilidade seguindo se à exposição verbal, demonstração, ilustração ou exemplificação, que são formas didáctica de método expositivo.

 A segunda função de estudo dirigido é a proposição de questões que os alunos possam resolver criativamente de modo que assimilem o processo de busca de soluções de problemas. Este tipo de estudo dirigido consiste de uma tarefa cuja solução e cujo resultado são desconhecidos para o aluno; mas, dispondo de conhecimentos e habilidades já assimilados, ele pode buscar a sua solução.

Método de Elaboração Conjunta

É uma forma de interacção activa entre professores e alunos visando a obtenção de novos conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções, bem como a fixação e consolidação de conhecimentos e confecções já adquiridos. Faz parte do conjunto das opções metodológicas das quais podem servir-se o professor. Aplica se em vários momentos do desenvolvimento da unidade didáctica seja na fase inicial de introdução e preparação para estudo de conteúdos, seja no decorrer da fase de organização e sistematização, seja ainda na fase de fixação, Consolidada e aplicação.

Supõe um conjunto de condições prévias: a incorporação pelos alunos dos objectivos a atingir, a domínio de conhecimentos básicos ou a disponibilidade pelos alunos de conhecimentos e experiencias experiências que, mesmo não sistematizados, são pontos de partida para o trabalho de elaboração conjunta.

 A forma mais típica de método de elaboração conjunto é a conversação didáctica. As vezes denomina-se, também, aula dialogada, mais a conversação é algo mãe.

O professor traz conhecimento e experiencias mais ricos e organizados; com auxílio do professor, a conversação visa levar os alunos a se aproximar gradativamente da organização lógica dos conhecimentos e a dominarem métodos de elaborar as suas ideias de maneira independente.

A conversação didáctica atinge os seus objectivos quando os tema s da matéria se tornam actividade do pensamento dos alunos e meios de desenvolvimento das suas capacidades mentais. A conversação tem um grande valor didáctico, pois desenvolve nos alunos as habilidades de expressar opiniões fundamentadas e verbalizar a sua própria experiencia, de discutir, argumentar e refutar opiniões dos outros, de aprender a escutar, contar factos, interpretar etc. Proporcionar a aquisição de novos conhecimentos.

A forma mais usual de organizar a conversação didáctica é a pergunta tanto do professor, quanto dos alunos. A pergunta é um estímulo para o raciocínio, incita os alunos a observarem, pensarem, duvidarem, tomarem partido é, também, um indício de que os alunos estão compreender a matéria, na medida em que vão apreender a formular respostas pensadas e correctamente articuladas.     

Recomendações sobre a elaboração de perguntas e a condução metodológicas de conversação eis algumas:

- A pergunta deve ser preparada cuidadosamente para que seja compreendida pelo aluno;

-Deve ser iniciada por um pronome interrogativo correcto (o quê, quando, por quê etc.).

-Deve estimular uma resposta pensada e não simplesmente sim ou não ou uma palavra isolada.

Exemplo de uma pergunta

 Inadequada

 Os animais que possuem bico, penas e pés chamam-se…?

As plantas precisão de agua para germinar?

-Adequada o cavalo é mamífero?

 Por que uma planta germina e cresce?

 Como podemos distinguir as aves dos mamíferos?

Por que a cor das folhas é verde?

A formulação de pergunta possibilita a resposta do aluno que mostre a compreensão de um conceito ou facto a partir da sua própria experiencia.

Exemplo:

Por que em nossa região chove pouco?

Calcule a distância entre a sua casa e escola?

O professor deve dar um tempo para que os alunos entendam a pergunta e reflictam, regras gerais.

O professor deve evitar reacções nervosas e impacientes, para que os alunos não se sintam aterrorizados e nem precipitem a resposta.

A conversação didáctica é por tanto um excelente procedimento de promover a assimilação activa dos conteúdos, suscitando a actividade mental dos alunos e não simplesmente a atitude receptiva.

Método De Trabalho Em Grupo

O método de trabalho em grupo ou aprendizagem em grupo consiste basicamente em distribuir temas de estudo iguais ou diferentes a grupo fixo ou variáveis, composto de 3 a 5 alunos. O trabalho em grupo tem sempre um carácter transitório, ou seja, deve ser empregado eventualmente, conjugado com outros métodos de exposição e do trabalho independente.

Dificilmente será bem-sucedido se não tiver uma ligação orgânica entre a fase de preparação e organização dos conteúdos e a comunicação dos seus resultados para a classe toda.

A finalidade principal do trabalho em grupo é de obter a cooperação dos alunos entre si na realização de um a tarefa. Para que cada membro do grupo possa contribuir na aprendizagem comum, é necessário que todos estejam familiarizados com o tema em estudo. Por essa razão exigisse que a actividade grupal seja precedida de uma exposição, conversação introdutória ou trabalho individual.

Usa-se o critério de misturar alunos de diferente rendimento escolar, cada grupo devera ter um coordenador, preferentemente indicado pelo professor. Recomendável que a sala de aula seja arranjada (deslocamento de carteiras) antes de inicio da aula, para ganhar tempo e evitar bagunça.

Alem dessa forma de organização de grupos, há muitas outras, entre as quais as seguintes:

-Debate são indicados alguns alunos para discutirem perante a classe, um tema polémico, cada qual defendendo uma posição.

-Philips 66 seis grupos de seis elementos discutem uma questão em poucos minutos para apresentar depois as conclusões. O essencial desta técnica é poder verificar, rapidamente o nível de conhecimento da classe sobre um determinado tema no inicio da aula ou após a explicação do assunto.

-Tempestade Mental dado um tema, os alunos dizem o que lhes vem a cabeça sem preocupação de censura a ideias. Estas são anotadas no quadro negro. Em seguida faz se a selecção de ideias do que for relevante para prosseguir a aula.  

- Grupo De Verbalização Grupo De Observação (Gv- Go) uma parte de classe forma um circulo central (GV) para discutir um tema, enquanto os demais formam um circulo em volta, para observar (GO). O GO deve observar, por exemplo, se os conceitos empregados na discussão são correctos, se os colegas estão sabendo ligar a matéria nova com a matéria velha, se todos estão participando etc. Depois, os grupos são trocados na mesma ou em outra aula.

Seminário um aluno ou grupo de alunos preparam um tema para apresenta-los a classe. É uma modalidade de aula expositiva ou conversação realizada pelos alunos.

Qualquer que seja em grupo, ele deve procurar desenvolver as habilidades de trabalho colectivo responsável e a capacidade de verbalização, para que os alunos aprendam a expressar se e a defender os seus pontos de vista.

 

  1. 1.      ACTIVIDADES ESPECIAIS

Denominamos actividades especiais aquelas que complementam os métodos de ensino e que concorrem para assimilação activa dos conteúdos. São por exemplo, o estudo de meio, o jornal escolar, assembleia de alunos, museu escolar, o teatro, a biblioteca escolar etc.

O estudo de meio mais do que uma técnica didáctica, é um componente de processo de ensino pelo qual a matéria de ensino (factos, acontecimentos, problemas ideias) estudada no seu relacionamento com factos sociais a ela conexos. O estudo de meios não se restringe a visitas, passeios ou excursões, mas se refere a todos procedimentos que possibilitam o levantamento, a discussão, compreensão de problemas concretos de quotidiano do aluno, da sua família, do seu trabalho, da sua cidade, região ou pais.

Segundo o professor Newton, César Baizan (In castro 1976) o estudo de meio é um instrumento metodológico que leva o aluno a tomar contacto com o complexo vivo, com o conjunto significação é o próprio meio.

 

 

BIBLIOGRAFIA

LIBANEO, José Carlos, Didáctica, são Paulo, Cortes, geral 1994

publicado por malua7rcbm às 16:44
link do post | comentar | favorito

Teorias de opressão de género (psicanalítica, socialista, femininista radica, cultural, gay e lésbica).

Por: Rajabo Caetano Bernardo Malua

malua7rcbm@gmail.com/malua7rcbm@sapo.pt

 

Teorias de opressão de género (psicanalítica, socialista, femininista radica, cultural, gay e lésbica).

 

Capitulo I

Quadro Conceitualização:

Opressão

“A opressão, realidade histórica concreta da qual parte da humanidade é vítima, é a negação da vocação do homem de "ser mais", é a negação da liberdade, negação do homem como "ser para si" ), portanto, a condição de opressão é uma condição de heteronomia”. (FREIRE, 1983, p.35).

 

É o efeito negativo experimentado por pessoas que são alvo do exercício cruel do poder numa sociedade ou grupo social.

Está particularmente associado ao nacionalismo e sistemas sociais derivados, onde a identidade é construída por antagonismo aos outros.

O termo deriva da ideia de ser "esmagado".

 

Género

Segundo a Enciclopédia livre é um termo para várias referências e que pode significar principalmente a diferença entre os homens e as mulheres. Pode ser usado como sinónimo de sexo e também na referência as diferenças sociais. (internet:2013).

 

Em biologia O termo utilizado na classificação científica e agrupamento de organismos vivos formando um conjunto de espécies com características morfológicas e funcionais reflectindo a existência de ancestrais comuns e próximos. Em matemática Se refere à topologia, isto é, dada uma superfície consideramos o género, o número de buracos que a mesma contem.

 

Na gramática Se refere aos substantivos que são masculinos e femininos e podem ser biformes e os heterónimos que apresentam duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino como, por exemplo, o homem a mulher, os substantivos uniformes que podem ser comum de dois géneros e sobre comum e ainda os substantivos epicenos que se refere somente aos géneros de certos animais.

 

Gay Do latim tardio (gaiu, pelo francês gui e pelo inglês gay "alegre, jovial"), ou, mais raramente, guei, é um termo de origem recente inglesa que é utilizado normalmente para se designar o indivíduo, (homem ou mulher), homossexual. (internet). Feminismo Pode-se definir simplesmente como reconhecimento de que mulheres são oprimidas e um prometimento em mudar isso.

 

A teoria psicanalítica Foi desenvolvida pelo psiquiatra austríaco Sigmund Freud no fim do século XIX e no início do século XX e está intimamente relacionada a sua prática psicoterapêutica. É uma teoria que procura descrever a etiologia dos transtornos mentais, o desenvolvimento do homem e de sua personalidade, além de explicar a motivação humana. Com base nesse corpo teórico Freud desenvolveu um tipo de psicoterapia.

 

Ao conjunto formado pela teoria, a prática psicoterapêutica nela baseada e os métodos utilizados dá-se o nome de psicanálise. Estrutura e dinâmica da personalidade Freud imaginava a psique (ou aparelho psíquico) do ser humano como um sistema de energia:

Cada pessoa é movida, segundo ele, por uma quantidade limitada de energia psíquica. Isso significa, por um lado, que se grande parte da energia for necessária para a realização de determinado objectivo (ex. expressão artística) ela não estará disponível para outros objectivos (ex. sexualidade); por outro lado, se a pessoa não puder dar vazão à sua energia por um canal (ex. sexualidade), terá de fazê-lo por outro (ex. expressão artística).

Essa energia provém das pulsões (às vezes chamadas incorrectamente de instintos). Segundo o autor, o ser humano possui duas pulsões inatas, a sexual e a de morte. Essas duas pulsões opõem-se ao ideal da sociedade e, por isso, precisam ser controladas através da educação, de forma que a energia gerada pelas pulsões não podem ser liberadas de maneira directa. O ser humano é, assim, sexual e agressivo por natureza e a função da sociedade é amansar essas tendências naturais do homem. A situação de não poder dar vazão a essa energia gera no indivíduo um estado de tensão interna que necessita ser resolvido. Toda acção do homem é motivada, assim, pela busca hedonista de dar vazão à energia psíquica acumulada. Teoria Feminismo Radical É uma corrente ideológica dentro do feminismo que afirma ser o sexismo a origem de toda opressão. O feminismo e considerado radical porque questiona todas as relações de poder, incluindo formas extremas com violência masculina e a indústria do sexo (algo que sempre tem sido extremamente controverso no interior das mulheres e uma questão extremamente impopular de se fazer campanha contra), ao invés de mexer nas bordas do género, o feminismo radical consigna o problema estrutural que subjaz a ele.

 

O feminismo radical se desenvolveu durante a segunda onda feminista, no final dos anos 60 e começo dos anos 70, na qual se foca na teoria do patriarcado como um sistema de poder que organiza a sociedade em um complexo de relacionamentos baseados na suposição da "inferioridade feminina" e "superioridade masculina" como base para "supremacia masculina", usada para oprimir as mulheres e garantir a dominância dos homens. As feministas radicais propõem-se a desafiar e derrubar o patriarcado por meio de sua oposição aos papéis de género e à opressão masculina das mulheres, e clamam por uma reorganização radical da sociedade.

As primeiras feministas radicais, provenientes da segunda onda do feminismo nos anos 60, viram tipicamente o patriarcado como um "fenómeno transitórios", anterior ou mais profundo que outras formas de opressão, "não somente a mais antiga e mais universal forma de dominação, mas a forma primária" e o modelo para todas as outras. Feministas radicais localizam a causa raiz da opressão das mulheres nas relações patriarcais de género, em oposição aos sistemas legais (como no feminismo liberal) ou conflito de classes (como no feminismo socialista e feminismo marxista). Feministas radicais procuram abolir o patriarcado, sendo que elas acreditam que a maneira de lidar com o patriarcado e todos os tipos de opressão consiste em eliminar as causas subjacentes a esses problemas por meio de uma completa revolução. O problema é que a teoria feminista, pelo menos em sua vertente mais radical, tem uma visão maniqueísta que impede qualquer diálogo cordial, como se tudo fosse uma grande conspiração masculina contra as mulheres. As feministas partem sempre do mesmo pressuposto: a imagem do homem. O discurso feminista pode ser resumido na seguinte frase: “queremos igualdade. Queremos os mesmos direitos e prerrogativas que competem ao homem”. Então o paradigma feminista não é a mulher, é o homem. Não há de se falar em questão feminina porque o feminismo não busca enaltecer a mulher, mas sim transfigurar as prerrogativas masculinas em um ser cuja identidade de género não é definida em função de sua abstratividade.

Género, como feministas radicais sempre compreenderam que é um termo que descreve a opressão sistemática de mulheres, como um grupo subordinado, pelo benefício do grupo dominante, os homens. Este não ‘e conceito abstracto, ele descreve as circunstâncias materiais da opressão incluindo o poder masculino institucionalizado e o poder no interior das relações pessoas. Por exemplo: a divisão desigual do trabalho, o sistema de justiça criminal, a maternidade, a família e a violência sexual.

A política sexual do socialismo utópico As primeiras correntes do pensamento socialista moderno são hoje descritas como socialismo utópico. Género e sexualidade eram questões importantes para muitos desses pensadores pioneiros, como Charles Fourier e Henri de Saint-Simon, em França, e Robert Owen na Grã-Bretanha, bem como para os seus seguidores entre os quais se incluiam muitas mulheres. Para Fourier, a verdadeira liberdade poderia apenas ocorrer sem patrões dominadores, sem o ethos do trabalho e sem supressão de paixões; a supressão de paixões era vista como destrutiva não apenas para o indivíduo mas para a sociedade como um todo.

Escrevendo antes da criação do termo “homossexualidade”, Fourier reconhecia que tanto o homem quanto a mulher possuía uma ampla gama de necessidades e preferências sexuais, que poderiam variar ao longo das suas vidas, incluindo a sexualidade direccionada para o mesmo sexo e a androginia.

Defendia que todos os tipos de expressão sexual deveriam ser permitidos, desde que livres de coacção individual, e mantinha que a “afirmação das diferenças individuais” poderia mesmo melhorar a integração social. Estas ideias foram abandonadas pelos influentes pensadores socialistas Karl Marx e Friedrich Engels que desacreditaram os socialistas utópicos, acusando-os de não compreenderem adequadamente a sociedade. Marx e Engels argumentaram que seria impossível agradar a todos e operar uma transformação radical da sociedade por meios pacíficos; consideraram que as ideias dos socialistas utópicos eram “fantasias que hoje apenas nos fazem rir”.

Marx condenou a liberdade sexual defendida por Fourier e por Saint-Simon como um retrocesso para um estado "animalesco" de "prostituição universal". O historiador Saskia Poldevaart (1995) afirma que: a sexualidade e a problemática do masculino/feminino foram rejeitadas como questões legitimas à medida que o marxismo se foi tornando dominante. Os métodos do socialismo utópico- alteração das relações de produção, bem como das relações entre os sexos, pela discussão da sexualidade, da família e da distinção entre o publico e o privado foi limitado pelo marxismo.

Apenas à luta de classes; o grande objetivo do socialismo utópico - revolucionar as relações sociais na qual se reduziu os marxistas, a revolucionar as relações econômicas e a forma de redistribuição dos bens materiais.

Gay Os grupos socialistas do mundo anglo-saxão responderam à Libertação Gay de duas formas: alguns, especialmente aqueles ligados à União Soviética e China, continuaram a opor-se aos direitos gays e a expulsar os seus membros homossexuais; outros socialistas lamentaram o declínio da esquerda tradicional e mudaram o foco da luta do movimento operário para as “questões de classe média", diluindo a problemática da luta de classes.

Diversas organizações socialistas começaram a reconhecer a “opressão gay e lésbica”, mas não se mostraram favoráveis à criação de organizações específicas para lidar com esse problema.

 

Em 1977, um grupo de críticos de cinema socialistas observou que “a esquerda, de um modo geral, foi relutante em apoiar a libertação gay, sendo que grande parte dela se opôs activamente a essa libertação, reproduzindo as mesmas atitudes anti-gay da sociedade heterossexual”. Enquanto isso, no mundo ocidental, desde a década de 1960, os direitos civis para as minorias foram sendo expandidos.

Diversos países e regiões administrativas, liderados por governos socialistas ou trabalhistas, começaram por suprimir as leis relacionadas com a sodomia. Mas também os governos liberais, democratas-cristãos e mesmo conservadores acabariam por os seguir.

 

O termo inglês foi incorporado em outras línguas, sendo usada com muita frequência no Brasil e em Portugal. Embora, algumas vezes, gay seja usado como denominador comum entre homens e mulheres homossexuais e bissexuais, tal uso tem sido constantemente rejeitado por implicar na invisibilidade ante a lesbianidade e a bissexualidade.

 

Da mesma forma, o senso comum algumas vezes atribui a palavra a pessoas travestis ou transexuais, atribuição está resultante do desconhecimento da distinção entre sexualidade e género. Origem do termo gay Conquanto a ultra contemporânea em geral tenha herdado o termo directamente do inglês (gay "alegre, jovial"), o vernáculo inglês colheu-o do francês arcaico (gui, com o mesmo significado) e este, por seu turno, obteve-o do latim tardio (gaiu, com semelhante significado).

 

Assim, a etimologia remonta o termo actual a três transições cultural-linguísticas: do latim tardio ao francês; do francês (arcaico) ao inglês; do inglês às demais culturas actuais. A palavra originariamente não tinha conotação sexual necessária. Era usada para designar uma pessoa espontânea, alegre, entusiástica, feliz, e, nesse sentido, pode ser encontrada em diversas literaturas americanas, sobretudo as anteriores à década de 1920. No entanto, o significado preliminar da palavra gay mudou drasticamente nos Estados Unidos, vindo a assumir o significado primordial actual, que, com a difusão da cultura estadunidense, tem sido amplamente utilizado.

 

O termo gay, já marcado pela conotação sexual, ao ser difundido pelos países lusófonos, era utilizado principalmente de forma pejorativa contra homens gays. Contudo, a utilização da palavra pelos próprios homossexuais, a se referirem a si mesmos, fez com que a conotação negativa fosse amenizada. Em outras palavras, os homossexuais apropriaram-se da palavra, na busca de retirar-lhe, assim, a carga insultuosa. Existem muitos sinónimos desta palavra no idioma português.

No entanto, o uso dessas palavras é desaconselhado por serem consideradas de uso chulo e/ou de fundo preconceituoso. Desde os anos 1970, os homossexuais começaram nos Estados Unidos uma intensa actividade cultural em torno dessa orientação sexual. São Francisco é considerada a "capital gay", e é de lá que provêm as maiores manifestações culturais desse público.

É ainda em São Francisco que começam a aparecer as primeiras minorias que começaram a se afastar do que alguns consideravam o "estilo de vida gay". Existem diversas "sub-comunidades" identificáveis — a comunidade ursina, a comunidade lésbica, a comunidade das drags, entre outras. Esta divisão em "sub-comunidades", contudo, pode fazer esquecer que a diversidade das pessoas é independente da orientação sexual e há muitos homossexuais que não se identificam com estas "sub-comunidades" supostamente gays.

 

A teoria da cultura

É um ramo da antropologia e de outras ciências sociais relacionadas que busca definir uma concepção heurística da cultura tanto em termos operacionais quanto científicos. No século XIX cultura era definida como uma gama de actividades humanas. Para outros era um sinónimo de civilização. Já no século XX antropólogos começaram a teorizar sobre a cultura como sendo um objecto de análise científica.

Alguns estudiosos distinguiam estratégias adaptativas humanas das estratégias altamente instintivas dos animais como também dos primatas e de outras espécies não humanas de hominídeos. Teoria lésbica Uma lésbica é uma mulher homossexual, uma mulher que tem alteração sexual, física e afectiva por outra mulher. As lésbicas sente desejos sexuais por outras mulheres, tem romances e relações sexuais com outras mulheres, sendo assim, não existe uma causa definida por lesbianismo, assim, como não se tem uma causa definida para qualquer tipo de orientação sexual.

A palavra lésbica prove do Latim (lesbius) e originalmente referia-se somente aos habitantes da Ilha do Lesbos, na Grécia. Até ao século XIX, a palavra lésbica não tinha o significado que hoje lhe é dado, o termo mais utilizado até então era tribade. Muitos termos foram usados para descrever o amor entre mulheres nos últimos séculos, entre os quais lésbicus, urningismo, safismo, tribadismo e outros.

publicado por malua7rcbm às 16:36
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Ecossistema de mangal no canal de Chiveve (Ponta-Gea--Goto) Beira

Por: Rajabo Caetano Bernardo Malua

 

Resumo

O presente tem como tema o estudo de ecossistema de mangal, sendo assim, está estruturado em dois capítulos o primeiro que aborda sobre a fundamentação teórica e o segundo capitulo que versa sobre a área em estudo.

 

 

Introdução

O trabalho versa acerca de Ecossistema com o seu maior enfoque no Mangal. Foi-nos pedido pela Docente Telma, da cadeira de Biogeografia, a elaboração de um trabalho cujo tema era livre escolha desde que respeitássemos a condição de analisar qualquer ambiente.

Este ecossistema que é de extrema importância para os diferentes seres vivos que nele habitam como também dele depende. Porem apesar da sua extrema relevância este ecossistema está em constante perigo devido as acções humanas que perigam a vida neste ambiente através da desflorestação e da urbanização ao longo do litoral.

Palavras-chave: ecossistema, mangal.

 

 

Justificativa

A escolha do tema, pretende-se com o facto de procurar compreender a importância deste tipo de ecossistema e das causas da sua diminuição.

Tendo em conta que durante o percurso do canal de Chiveve, nas suas margens caracteriza-se pela predominância deste tipo de espécie em pequenas escalas uma das outras secções durante o percurso do canal, achamos procurar entender o que se deve da sua diminuição. Sendo assim, acha-se relevante o estudo das causas que associam a tal diminuição e que implicação, sejam eles positivos ou negativos tem para a sociedade circunzinhas. Importa também a chamada de atenção da sociedade em geral e da comunidade em particular sobre a relevância do tema, de modo que contribuam para o bem-estar socioeconómico da sociedade.

 

 

Problematização

Tendo em conta que as margens do percurso do canal do Chiveve, encontram-se espécie do ecossistema do mangal, em uma escala muito diversificada, levanta-se a seguinte questão:

Ø  Que causas influencia a diminuição do ecossistema do mangal?

Hipótese

Principal

  • Acção antrópica.

Secundaria

  • Abate do mangal para a construção das habitações e fornecimento de madeira;
  • Acção dos ventos. 

 

 

Objectivos

Para uma melhor realização do trabalho aponta-se como objectivo:

Geral

  • Compreender o ecossistema do mangal

Objectivo específico:

ü  Localizar geograficamente o mangal no geral e na área de estudo;

ü  Descrever o perigo e formas de protecção do mangal;

ü  Identificar a fauna e flora deste ecossistema;

ü  Descrever as causas da sua diminuição.

Metodologia

O trabalho foi feito com recurso as fontes que foram susceptíveis a observação com recurso a Pesquisa Bibliográfica, Observação Directa e Pesquisa na Internet.


 

Capitulo I

1.      Enquadramento teórico e conceptual  

Ecossistema

É o conjunto de comunidades interdependentes cujos organismos reciclam matéria enquanto a energia flui através deles.

É a combinação funcional dos organismos com os factores ambientais, introduzindo assim dois tipos de componentes interactivas no ecossistema: a componente abiótica (relacionada com os ambientes) e a componente biótica (relacionada com os seres vivos). É neste âmbito funcional e relacional que o conceito de ecossistema acaba por ser transportado para o campo dos media. (CANAVILHAS, 2006:3)

Um ecossistema é um sistema de organismos vivos e do meio com o qual trocam matéria e energia. Num ecossistema existem duas ordens de factores. Os factores abióticos estão relacionados com a forma como o ambiente afecta a comunidade e, simultaneamente, como este é afectado por ela. Já nos factores bióticos inclui-se tudo o que diz respeito às relações entre populações, ou seja, à dependência existente entre elementos de uma mesma população, e entre esta e as outras populações.

Segundo Lehninger (1977:7) “em ecossistemas é importante estudar o fluxo de energia e matéria. A matéria viva é altamente organizada, ou seja, a sua entropia é baixa, e manter tal nível de organização contra a tendência natural de aumento de entropia demanda energia.” A radiação solar é a principal fonte de energia dos organismos de um ecossistema, entrando via fotossíntese. O fluxo de energia dentro do ecossistema é unidireccional, não havendo reciclagem de energia, o que é explicado pelas leis da termodinâmica.

Existem vários tipos de ecossistemas e sendo o Mangal parte deste ecossistema. E como o ecossistema é um conjunto vasto escolhe-se o Mangal para uma pequena análise pormenorizada deste ambiente bio-geográfico.

Mangal

São um grupo de, aproximadamente, 80 espécies de mangais, que podemos encontrar em todo mundo. Na maioria das vezes aparecem em áreas costeiras abrigadas, tropicais e inter-tropicais, sujeitas à influência das marés.

Para KATHIRESAN & BINGHAM (2001:45) Os mangais são um grupo muito diverso de árvores não relacionadas umas com as outras, como as palmeiras, arbustos, plantas trepadeiras ou rastejantes de caule delgado e fetos, que partilham a capacidade de viverem em solos alagadiços e salinos sujeitos a uma inundação regular. São plantas altamente especializadas que desenvolveram adaptações excepcionais em relação às condições ambientais únicas, nas quais podem ser encontradas.

Uma área influenciada pela maré pode ser interpretada como sendo uma linha de costa inundada pelos extremos das marés ou pode referir-se, de uma forma muito mais ampla, às comunidades das margens donde as marés provocam alguma oscilação no nível da água mas não alteram a salinidade. Por esse motivo os mangais podem ser encontrados não só a habitar as extensas áreas rasas de lodo ou terras lamacentas sob a influência das marés, mas também ao longo das margens dos rios num ambiente de água doce e não salobra.

Os mangais podem ser divididos em dois grupos distintos, os exclusivos e os não exclusivos. O grupo dos mangais exclusivos são o maior grupo, compreendendo cerca de 60 espécies e, estes mangais estão confinados às áreas “entre-marés”, não sendo encontradas dentro de nenhum outro tipo de comunidade vegetal. As restantes 20 espécies de plantas consideradas como mangais são as espécies não exclusivas e não estão limitadas ao ambiente típico do mangal, sendo muitas vezes encontradas em áreas mais terrestres e mais secas. Como exemplos destes mangais não exclusivos podemos referir as espécies Hibiscus tiliaceus e Barringtonia acutângula.

1.1 História

Os mangais são conhecidos e estudados, ainda que muito superficialmente, desde tempos muito recuados. Os registos escritos mais antigos de descrições sobre a árvore Rhizophora do mar Vermelho e do golfo Pérsico datam de antes de Cristo. No entanto, só no século XX é que se deu uma verdadeira explosão de interesse relativamente a esta floresta e a este ecossistema.

Os “mangais” têm um elo histórico longo com a cultura e civilização humanas. Nas ilhas Salomão, os corpos dos mortos eram colocados em águas dos mangais e aí eram realizados rituais sagrados.

Os portugueses, muito provavelmente, foram os primeiros europeus a visitar as florestas de mangal no oceano Índico, por volta do século XIV e aprenderam a tradicional técnica indiana de exploração agrícola de arrozal e criação de peixe nos mangais. Isto é ilustrado pelas cartas que os vice-reis da Índia enviaram ao rei de Portugal. Fonte bibliográfica

Já no século XIX, os britânicos utilizaram os conhecimentos práticos que os indianos tinham desenvolvido ao longo de séculos para gerirem as florestas de mangal nos Sunderbans, em Bengala, para produzirem madeira para construção e vigas e pranchas de madeira, destinada à construção de navios para a poderosa marinha do império.                 

1.2 Evolução

Os “mangais” evoluíram de plantas terrestres para plantas, de certa forma, marinhas. Foram encontrados fósseis de pólen de mangais em depósitos inferiores de ambientes estuarinos, isto o que sugere uma evolução destas plantas de um meio não marinho para um meio de estuário, com águas salobras.

Num passado muito distante estas plantas adaptaram-se à água salobra e tornaram-se no núcleo ou na base da flora da floresta de mangal. A diversidade dos mangais é muito mais elevada no Índico e no Pacífico Ocidental do que no Atlântico Ocidental e nas Caraíbas.

Foram apresentadas duas possibilidades concorrentes para explicarem este padrão. A hipótese do “Centro de Origem”, indicando que todos os géneros de plantas de “mangue” surgiram inicialmente no Índico e no Pacífico Ocidental e, depois disso, ter-se-iam difundido para outras regiões. Por outro lado, a hipótese da vicariância refere que todos os “mangais” se teriam originado junto do mar de Tethys, e que posteriormente o movimento dos continentes terá separado e isolado a flora em diferentes regiões da Terra, onde a diversificação originou diferentes floras.

As provas apoiam a hipótese da vicariância, propondo o mar de Tethys como a origem dos manguesmangais, demonstrando que a muito maior diversidade de mangais no Índico e Pacífico Ocidental se relaciona com as condições aí existentes, que favoreceram a diversificação.

Os mangais terão surgido na Terra logo após as primeiras angiospérmicas, há cerca de 114 milhões de anos. Os géneros Avicennia e Rhizophora, os dois mais representativos, foram provavelmente os primeiros a evoluir, aparecendo próximo do final do Cretácico. Um estudo sobre o pólen, a partir de amostras do final do Holocénico, efectuado na Bermuda, aponta para que os mangais ali estivessem implantados nos últimos 3000 anos, quando o nível do mar apresentou um decréscimo de 26 para 7 centímetros por século.

O importante género Avicennia só surgiu nesta região no final do Miocénico, há cerca de 10 milhões de anos. Um estudo sobre o pólen, a partir de amostras do final do Holocénico, efectuado na Bermuda, aponta para que os mangais ali estivessem implantados nos últimos 3000 anos, quando o nível do mar apresentou um decréscimo de 26 para 7 centímetros por século.

As alterações modificações na distribuição dos “mangais” podem revelar pormenores sobre os paleo-climas e sobre as alterações modificações ou mudanças no nível do mar.

1.3 A distribuição geográfica do mangal

Os mangais são encontrados normalmente em volta de todo o mundo no planeta entre as latitudes 32º Norte e 38º Sul e existem em todos os continentes, talvez à excepção da Europa.

Como sabemos a distribuição dos continentes ou das terras emersas e dos oceanos, consequentemente das linhas de costa ou “franjas” oceânicas, é muito diferente nos dois hemisférios, sendo decisivo para as áreas onde encontramos este ecossistema. Seja como for, os limites superiores e inferiores desta extensão são determinados pela temperatura, embora a precipitação atmosférica e o nível de protecção do vento e da energia das ondas, sejam factores que afectam a extensão desta floresta e a sua diversidade.

Os mangais ocorrem mais frequentemente em áreas onde a temperatura média do mês mais frio é superior a 20ºC e onde a variação entre as estações não excede os 10ºC. Temperaturas inferiores limitam a distribuição deste ecossistema, uma vez que impossibilitam o seu aparecimento e desenvolvimento.

As áreas onde encontramos uma grande variedade de espécies de “mangais” são ao longo de linhas de costa que recebem uma elevada precipitação e elevado escoamento de águas, relacionando-se com a desembocadura dos rios e com uma forte infiltração vinda de terras mais interiores para as áreas sob a influência das marés. Estas áreas habitualmente estão sujeitas a um processo de forte sedimentação, proporcionam uma vasta diversidade de tipos de substrato, bem como de níveis de nutrientes, que transformam estas áreas em meios físicos, químicos e biológicos muito favoráveis para o crescimento do “mangal”.

A estrutura física desta floresta requer a protecção de ventos fortes, uma vez que a acção do vento gera ondas e estas impedem a fixação, o estabelecimento e o desenvolvimento das sementes. Em consequência disto, as comunidades de mangais desenvolvem-se dentro de áreas costeiras abrigadas, circundantes a estuários muito recortados, baías e ilhas ao longo das costas, em águas de pouca profundidade, que podem estar e protegidas por recifes.

Imagem: Áreas mais propensas a Mangais

 

 
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1.4 Fisiologia (a regulação do sal)

Os mangais são fisiologicamente tolerantes aos elevados níveis de sal e têm mecanismos para conseguir obter água doce, apesar do forte potencial osmótico dos sedimentos. Evitam quantidades abundantes de sal através de uma combinação de exclusão e de excreção de sal e de, acumulação de sal. Por exemplo, a Rhizophora, a Bruguiera e a Ceriops possuem filtros muito eficientes nos seus sistemas de raízes. Outros géneros como a Avicennia, a Acanthus e a Aegiceras, absorvem algum sal, mas excretam-no através de glândulas especializadas para isso, que têm nas suas folhas.

À medida que a salinidade da água aumenta, algumas espécies tornam-se simplesmente mais moderadas na sua utilização da água, conseguindo deste modo, uma maior tolerância. No sul da Florida, a Rhizophora mangle, Mangue Vermelho, diminui a sua tensão ao sal ao usar a superfície da água como a sua única fonte de água.

Na estação húmida, a biomassa de raízes finas aumenta a resposta à salinidade decrescente da superfície das águas elevando directamente a absorção de água com baixa salinidade. A maioria das espécies de mangais regula directamente os sais. Todavia, elas podem também acumular ou sintetizar outras substâncias dissolvidas para regular e manter o equilíbrio osmótico.

Uma vez que as raízes dos manguesmangais excluem os sais quando extraem água do solo, os sais no solo poderiam tornar-se muito concentrados, criando gradientes osmóticos fortes. No entanto, substâncias poliméricas viscosas na seiva, limitam a razão do fluxo e diminuem a transpiração. Isto, combinado com uma elevada eficiência no uso da água, reduz a velocidade de ascensão da água e impede os sais de se acumularem no solo em redor das raízes, isto o que ajuda os mangais a conservarem a água e a regularem as concentrações internas de sal.

1.5 A fauna deste ecossistema

A fauna existente neste ecossistema é muito variada e em grande quantidade, desde os animais que vivem no mangal, toda a sua vida, aos que se reproduzem neste habitat e aqui vivem desde o nascimento e nas suas fases juvenis, até aos animais que apenas procuram o mangal para se alimentarem ou para encontrar refúgio, em virtude de os seus habitats estarem em fragmentação e em desaparecimento acelerados.

Segundo KATHIRESAN & BINGHAM (2001:47) Os animais do mangal são de todas as variedades, o zooplâncton, as esponjas e ascídia, os caranguejos, camarões e muitos outros crustáceos, os moluscos, os insectos, como é evidente, os peixes e, ainda, os anfíbios, as aves e os mamíferos.

Desta forma será obrigatório falar de animais muito maiores, mais conhecidos, mais “importantes” e até mais bonitos do que o Perioftalmo, mas não se pode falar do mangal sem referir este pequeno peixe. E porquê o Perioftalmo (mais conhecido por Saltador-da-Lama)? É que este pequeno peixe encerra na sua biologia e no seu comportamento a “essência” do mangal.

Não foram apenas as árvores e outros vegetais do mangal que fizeram adaptações fantásticas para conseguirem colonizar este meio ambiente, o pequeno Perioftalmo também as fez: este peixe vive na água e vive.

Os Saltadores-da-Lama são peixes completamente anfíbios e estão perfeitamente adaptados ao solo pantanoso do habitat de “entre” as marés. Sobrevivem na maré baixa escondendo-se ou permanecendo em poças de água, debaixo de algas ou mesmo enterrando-se no lodo, o que os ajuda a manterem-se húmidos e a escaparem aos predadores. Todavia são tão activos dentro como fora de água, uma vez que têm adaptações anatómica e fisiológicas que lhes permitem estar tão à vontade num meio como no outro.

Estes peixes conseguem respirar através da pele, tal como os anfíbios, e através da mucosa do interior da boca e da garganta, da faringe. Têm ainda as câmaras branquiais muito alargadas e, quando o peixe se encontra fora da água, mantém os opérculos fechados com água dentro destas câmaras que são muito vascularizadas, o que lhe permite continuar a respirar e a manter-se fora de água. Caça e alimenta-se fora de água e até luta com os seus semelhantes por território também fora de água e isto porque, para além de conseguir respirar fora de água, também se consegue movimentar com facilidade.

 

 

Capitulo: II. Ecossistema do mangal no canal de Chiveve

2. Localização física geográfica da área em estudo

A região em estudo encontra-se no Bairro da Ponta-Gêa (Goto), no Canal de Chiveve, no Posto Administrativo Urbano De Chiveve, no Distrito da Beira, província de Sofala. Limita-se a Norte Mercado do Goto, a sul Campo de Golfe, a Este as futuras Instalações da SPIC e a Oeste Escolinha do Golfe.

2.1 Condições Geológicas

Enquadra-se geologicamente no fanerozóico, constituído predominantemente por sedimentos de pos Karroo, que compreende depósitos aluvionares, argilosos e fluvio-marinhos, arenosos, argilosos-arenosos com vastas planícies aluvionares recentes e dunas costeiras compostas por sedimentos do quaternário.

2.2 Geomorfológia

Geomorfológicamente a Cidade da Beira, situa-se numa região de extensa planície de idade recente, resultante de sucessivas fases de acumulação de sedimentos plestocenico e holocénico. O relevo é baixo, com altitude que se situa entre 6 e 20 m e um declive médio de cerca de 1º cujo pendor suave continua ao nível batemetrico até aos limites da plataforma continental. (Muchangos, 1989:242).

2.3 Clima

A região em estudo, é caracterizado por um clima tropical chuvoso, sendo identificado por AW na classificação do Koppen.      

2.4 Temperatura

A temperatura média anual é da ordem do 24,5º C. O mês mais quente são os de Janeiros, Fevereiro, Março, Novembro e Dezembro que apresentam temperaturas que variam entre 26,2 e 27,8º C; o mês mais frio é o de Julho que apresenta o mínimo médio de 21º C.

 

2.5 Humidade

A humidade relativa do ar na cidade da Beira em particular na área de estudo apresenta poucas variações entre 69,2 e 74,6%. A média anual é de 72,1%, sendo os meses de Fevereiro e Julho os que apresentam valores de humidade acima dos 73% em quanto que os meses de Setembro e Outubro são os que apresentam valores inferiores a 70%.

2.6 Condições Pedológicas

A cidade da beira e arredores, pedológicamente perecem a zonas de solos “fluviais de altas fertilidades, de difícil lavoura em parte; eventual excesso de agua e ou salinidade” (Atla Geográfico Vol. 1; 1986:13).

A sua maior parte é constituída por sedimentos aluvionares, marinhos e fluviais de idade recente e de grandes espessuras, que estão condicionados ao relevo plano com pequenas depressões, que permitem a acumulação de água. Ao longo do canal de Chiveve, desenvolvem-se solos aluvionares salobros devido a influência dos mares. São solos argilosos finos lodosos, inconsistentes e salinos. Sem nenhuma utilidade para a prática de agricultura, mais permite o desenvolvimento de fauna e flora marinha. (Muchangos, 1989:249).

2.7 Aspectos Biogeograficos da região de estudo  

Nesta área de estudo encontramos várias espécies e dentre elas espécies floristicas e faunisticas e como nos preocupamos com a floristica que é o mangal, com uma elevada importância ecológica e económica. As espécies que se encontram na região são: a Rhizophora (mangal vermelho); Avicennia marinha (mangal branco).

Imagem de mangal

 

Fonte: autor

O mangal constitui um habitat preferencial para o desenvolvimento de espécies faunísticas que encontram neste local ambiente calmo longe da agitação marítima, pois o mangal quebra a acção violenta das o ondas e é importante do ponto de vista ecológico, porque ajuda na fixação dos solos costeiros protege-os contra a erosão; e, no ponto de vista económico e social é muito útil na construção, no fabrico de tintas e, é usado pelas comunidades locais para atingir as redes de pescas e algumas espécies de mangal são usadas no campo terapêutico.

O desenvolvimento do mangal nesta região, cria condições favoráveis para a abundância de espécies faunísticas que procuram neste habitat natural, alimento e abrigo. É de notar que este local apresenta um ambiente mais calmo, longe de agitação das ondas marítimas, razão pela qual algumas espécies tem no como ideal para a sua produção.

Distinguem-se diversas espécies que podem ser divididas em três grupos distintos:

a)      Espécies terrestres: que vivem fora da água, sem o contacto com ela ou então pouco ou ocasional. Neste grupo constata-se: pássaros, mamíferos dentre outras espécies;

b)      Espécies marinhas que vivem completamente na água e nunca o abandonam. Encontram-se neste grupo, peixes crustáceos, etc.

Entre os peixes, destacam-se: Hilsa kalee (Magumba), cociela crocodila (sapateiro), e entre os crustáceos destacam-se: o caranguejo, etc.

c)      Espécies que vivem nos dois ambientes (anfíbios), sapo, caranguejo, salamandra, especialmente na área coberta por mangal, delimitada pelas marés, encontram-se muitas espécies principalmente os de pequenas dimensões.

2.8 Importância ecológica e económica do mangal

Os cientistas, ao longo do tempo, foram colocando um grande valor na função ecológica dos ecossistemas dos “mangais” mas, apenas recentemente, a comunidade de uma forma mais ampla, começa a reconhecer o papel multifacetado que a floresta de mangal desempenha no ambiente. Quando se avalia a importância destes ecossistemas através de uma perspectiva científica é necessário tentar identificar e medir estes valores. Notavelmente, estes valores podem ser divididos em valores ecológicos, valores para a comunidade e valores económicos.

A partir de uma perspectiva ecológica, os “mangais” são um ecossistema muito significativo e único. Sustentam uma grande diversidade de plantas, árvores como as palmeiras, arbustos e fetos que desenvolveram adaptações espectaculares para prevalecerem e prosperarem nestas condições ambientais. São utilizados por uma enorme quantidade de organismos como área de reprodução, como viveiro e ainda como área de alimentação. Os mangais desempenham um papel muito valioso na protecção da linha de costa, reduzindo a erosão provocada pelos ciclones e atenuando o impacto das ondulações.

A produtividade é um conceito usado para descrever a função ou o valor ecológico de uma comunidade de vegetação e pode ser calculada através de medições da quantidade de material vivo ou orgânico, tal como folhas, ramos, troncos e raízes, que é produzida neste ecossistema num determinado espaço de tempo.

A produtividade do mangal é muito importante na função e na saúde da cadeia alimentar marinha. Tal como as outras plantas, convertem a energia do sol em matéria orgânica através do processo da fotossíntese. Quando os ramos e as folhas caem no solo são aproveitadas por uma grande variedade de animais, tal como moluscos, crustáceos e vermes, como uma fonte primária de alimento.

Estes consumidores de “nível primário” por sua vez vão sustentar uma enorme quantidade e variedade de consumidores “secundários”, onde se incluem peixes pequenos e predadores jovens, alguns dos quais, quando crescem e se tornam adultos, vão incorporar o terceiro nível de consumidores. De um modo geral, um nível elevado de matéria orgânica ou uma produtividade elevada significa que um número maior e um leque mais diversificado de animais, podem ser sustentados dentro de um ecossistema particular.

2.9 O mangal o ecossistema em perigo: pressão antrópica

Os mangais são áreas protegidas por legislação, mas isso não impede a sua degradação e destruição. As agressões aos mangais colocam em risco a sobrevivência de espécies animais e vegetais deste Bioma e todas as que nele passam e nidificam, e que são quase todas.

A desflorestação que tem acontecido por todas estas áreas e a intensificação da urbanização nas zonas e faixas litorais sobrevalorizou estes espaços devido à sua proximidade dos centros urbanos e ao seu potencial económico e turístico, neste caso vimos a expansão do bairro da Ponta-Gêa, Vulgo Goto destruindo sucessivamente o ecossistema de Mangal.

As pessoas que vivem nas margens do canal de Chiveve, através de entulhamento, construção de moradias nestes ecossistemas têm, em conjunto, sido as principais causas do seu desaparecimento e degradação. Mas estas não são as únicas.

2.10 Cuidados de preservação do ecossistema do mangal

Para um desenvolvimento que se quer sustentável, é necessário existir uma manutenção destes e doutros recursos naturais.Para isso, esta floresta precisa de ser restaurada, através da plantação das espécies de mangais características de cada habitat.

Devem ser reduzidas e mesmo eliminadas as descargas de materiais poluentes contaminantes e contaminados, mesmo os que têm origem no oceano.

ü  Restaurar esta floresta através da plantação das espécies de mangais de cada habitat;

ü  Reduzir progressivamente as descargas de sedimentos contaminados e de nutrientes; químicos e orgânicos poluentes para o seio desta floresta com origem em terra mas também no oceano como as marés negras;

ü  Proteger e conservar todas as florestas de mangal actualmente existentes;

 

 

 

 

2.10.1 Conclusão

No ecossistema os organismos estão em constante interdependência entre si para a reciclagem de matérias e a energia fluem através deles. Um ecossistema é um sistema de organismos vivos e do meio com o qual trocam matéria e energia. Num ecossistema existem duas ordens de factores: bióticos e abióticos. Os Mangais são conjuntos de árvores e plantas diversas desde as árvores terrestres e plantas marinhas.

A estrutura física desta floresta requer a protecção de ventos fortes, uma vez que a acção do vento gera ondas e estas impedem a fixação, o estabelecimento e o desenvolvimento das sementes. A fauna existente neste ecossistema é muito variada e em grande quantidade, desde os animais que vivem no mangal. Porem o mangal está em perigo devido as acções humanas como a desflorestação e a urbanização ao longo das margens do canal do Chiveve.

Contudo para uma maior protecção deste ambiente é necessário que exista uma manutenção destes e doutros recursos naturais.Para isso, esta floresta precisa de ser restaurada, através da plantação das espécies de mangais características de cada habitat.

 

 

Bibliografia

CANAVILHAS, João. O novo ecossistema mediático. São Paulo: 2006.

KATHIRESAN K. e BINGHAM B.L., Biology of Mangroves and Mangrove Ecosystems, in: Advances In Marine Biology Vol 40: 81-251 (2001), Bellingham, WA 98225, USA, 2001.

LEHNINGER, A. L. A lógica molecular dos organismos vivos. In: Bioquímica. Edgard Blücher, São Paulo, 1977.

MINED, Atlas Geográfico, 1º vol. 2ª Edição revista actualizada. Maputo, 1986

MUCHANGOS, Aniceto Dos. Boletim do Arquivo histórico de Moçambique-Cidade da Beira. Maputo, 1989

PEREIRA, Ana Ramos. Análise de ambiente físico: mangal – floresta de maré. 2005.

www.ac.wwu.edu/~bingham/mangroves.pdf

publicado por malua7rcbm às 11:55
link do post | comentar | favorito

Crescimento Social

Por: Rajabo Caetano Bernardo Malua

 

Crescimento Social

 

A sociedade, tal como organismo vivo, começam sob a forma de embrios, tem origem em massas que são extremamente pequenas em comparação com aquelas que alguns deles chegam por atingir. As maiores sociedades surgiram a partir de pequenas tribos eram a antes semelhantes as que foram actualmente as raças; esta é uma conclusão incontestável.

Devido, mediante o processo de integração, directa e indirecta, se verificou com o decorrer do tempo com aparecimento de agregado social cuja dimensão é um milhão de vezes superior a dos agregados que os povos existiram num passado remoto, por tanto, um crescimento que pela sua grandeza.

 

Ao contemplarmos todo o conjunto da sociedade humana, apercebemo-nos duma diversidade de crescimento semelhante. Muitas regiões encontram-se dispersas por pequenas tribos.

 

Este tipo de sociedade primitiva:

ü  Os vedas das florestas que por vezes, aos pares que apenas se reúnem ocasionalmente;

ü  Bosquemane levam uma vida errante com as suas famílias e formam de vez em quando maior;

ü   Os crescimentos dos organismos individuais e sociais estão associados no outro aspecto. Ambos os casos, a sua dimensão aumenta mediante dos dois processos de algumas vezes desenrolam separadamente e outras em conjunto, existem o aumento simples das unidades que levaram o crescimento ao indivíduo a aumento por união de grupo, e ainda por união de grupo de grupo.

 

A primeira analogia é muito simples, não carecendo de esclarecimento;

Os factos que nos mostram o segundo terão que apresentados.

Crescimento social por conseguinte, tal como crescimento de organismos vivos, revela-nos a característica fundamental da evolução sob um duplo aspecto. Integração manifesta-se quer na formação de uma nação maior e no processo dessa massa em direçao a coisa resultante da proximidade das partes.

 

Estruturas Sociais

Na sociedade como nos organismos vivos, um aumento da massa é acompanhado por um aumento da complexidade da estrutura. A integração a uma característica primária da evolução, quer sociedade quer organismo vivo, que apresenta uma elevada graz de características secundárias.

 

Associação dessas duas características foi descrita o princípio de biologia.

Ao passarmos de grupo mais pequeno para maior, do grupo simples para grupos compostos, dos grupos compostos para o grupo duplamente composto aumentam as diferenças entre as duas partes.

 

A massa social que se apresenta homogénea a quando de muitas de quando adquiriu normalmente uma maior heterogeneidade com aumento de crescimento; e para atingir grandes dimensões é necessário que adquira um grau de heterogeneidade.

Exemplo: Num estado como dos Índios da floresta da América do Sul, um estado tão pouco social em que “uma família vive afastado da outra” a organização social é normalmente impossível, mesmo quando existe ligeira socialização familiar.

 

Segundo Beechan, na Costa do Ouro (Gana), é costume obrigar-se os escravos a preparar a terra de cultivo. Entre os felethas “os escravos do sexo masculino desempenhavam ofícios diversos relacionados com a construção, trabalhos de ferro, o fabrico de calçado e vestuário e por fim o comercio”, as escravas fiavam, faziam o pão e vendiam agua na rua.

 

As vezes a combinação faz-se tendo em vista a defesa contra um inimigo comum e outras resultam da por uma tribo das restantes. Este tribo predomina a manter a sua supremacia, desenvolve ainda mais o seu carácter militar tornando se assim, diferente das outras.

Os antigos Mexicanos, Zuritas, e Indianos, sabem realizar todos os ofícios que não requerem grandes especializações nem utensílio de difícil utilização;

Prescott, afirma que no Peru, cada homem “devia conhecer todos os ofícios indispensáveis ao confronto doméstico”, neste caso, é evidente que as partes da sociedade estão geralmente diferenciado no que se refere as suas ocupações e continuava a ser possível a exercerem as actividades uma da outra.

 

Funções sociais

Não há uma alteração sem alterações de funções, muito do que se diz no capítulo anterior, ser dito noutros termos. As sociedades partem das grandes alterações de estruturas, sobre tudo por meio de alterações das funções não sendo directamente observáveis.

 

Características de Funções

Não é manifestamente implícita em cada característica estrutural. Se a organização consiste numa construção, de todo, de modo a permitir que as partes realizem acções reciprocamente diferentes, quando mais insignificantes for a organização maior será a independência relativa, por outro lado, numa organização avançada, existe uma dependência de cada parte em relação a outra, de tal ordem a separação é fatal.

 

Os agregados animais mais inferiores, são constituídos de tal forma que cada parcela, de aspecto semelhante a todas as outras realiza acções semelhantes; e neste caso, a separação espontânea ou artificial pouco interfere na vida de qualquer parte.

 

Ao contemplarmos todo conjunto das sociedades humanas, apercebemo-nos de uma diversidade de crescimento semelhante. É muitas regiões, encontram-se dispersos pequenos grupos que são ainda exemplos de tipo de sociedades de tipa primitiva.   

publicado por malua7rcbm às 11:52
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

educacao bancaria e pedagogia tradicional

introduction

 

In this paper , we address on Traditional Banking Education and Pedagogy . We intend with this theme , we seek to understand the characteristics of these and their mode of perception on the teaching and learning process. In order to complete the work , it was through bibliographic queries that address the issue highlighted in which are listed in the bibliography at the end .

 

Keyword : Traditional Pedagogy ; Banking Education ; society.

 

Traditional pedagogy

refers to a proposal centered education teacher. It had its beginnings in the nineteenth century , passed with great force into the twentieth century and still survive her roots by the XXI century , recognized as liberal bias .

 

Traditional pedagogy has left many marks on the basis of being the first to be applied , but its fall was only a matter of time that will was not analyzed with the psychological contest , since this science would emerge years afternoons , until now known characteristics of this pedagogy because she had been implanted and somehow was very effective in his ideal.

 

Characteristic of traditional pedagogy Traditional pedagogy is concerned with the universalization of knowledge. Intensive training , repetition and memorization are the ways in which the teacher , considered knowledge holder transmits the content to their students , who are passive agents in this process. The contents are absolute truths , divorced from everyday life of the student and their social reality .  Learning , this trend becomes artificial. Save to " earn money" and not study to abstract knowledge , stimulating competition among students who are subjected to a classification system .

 

 

 The school is institutionalized this trend from the Renaissance and the modern age, with the system of boarding schools with strict discipline and constant vigilance , marking , especially the bourgeois middle school that objective humanistic training .

 

 The school is marked by cultural conservatism , drawing inspiration from the past to solve the problems of the present, heavily emphasizes the social and cultural experience that is transmitted without considering the individual skills and abilities . Reflecting on the traditional pedagogy , one realizes that it remains strong and persistent in most schools and universities , where students end up realizing that the course who attends does not have a defined and consistent line , resulting in some great frustration .

 

At present , we have seen education professionals , university , teaching the way you have been taught without questioning and analysis of their practice . Function of the traditional school The role of traditional school and just make the student grow by its own merits from the teacher who passes them all the knowledge gained by mankind , a highly mechanical , cold and raw form , and a generalized form in which the particularities were respected , students would always be independent of specific students , the teacher would be the owner of the wisdom and knowledge , thus leaving the current position of the teacher as an active subject , the student as a passive subject, the subject that this should just receive the knowledge and itself develops its social, political and human characteristics in general in a way that would be less able to bring this school development . " The cultural journey towards knowing is the same for everyone , provided that endeavor .

 

Thus, the less able must struggle to overcome difficulties and gain a place with the most capable . If they fail should seek a more technical education. '' Thus we note that education came directly from a teacher who did not care about the students , but rather , with the transferred knowledge. Less able students should look for a course that would be more professional , ie a course of pure teaching without human development . In this case the teacher is the center of the educational process , and being responsible for the transmission of content , so the teacher is seen as an all-powerful master, the doctor of all wisdom and indisputable . The relevant experience that students should experience is to have democratic access to information , knowledge and ideas , and thus meet the physical and social world .

 

The school is the place par excellence where one reasons , and the environment should be convenient for the student austere not disperse , so that the interest of the students is generally open learning for them to go back and show this willingness to learn . Traditional pedagogy is marked by an education based on truths imposed, the contents were transferred primarily accumulated with the passage of time in order to prepare them for life social values ​​, and these contents are determined by independent companies and ordered the legislation of student experience and social realities , making the traditional pedagogy is seen as encyclopedic . The teaching depended on the student because he had not the power to challenge and even to give your opinion in this case was for the student to function and decorative raw learning , and the role of the teacher direct instruction and without delay. The great achievements of mankind had a much greater emphasis being to these contents , which is considered encyclopedic education , knowledge of mankind were all passed a decorative and repetitive way to that knowledge firmasse head .

 

Teaching Method The oral explanation , was the method used by teachers, where compartilharmento base of knowledge , classes in this case were all prepared in detail . The educational process involves teachers, students , because the teacher is seen as a dictator in the classroom , and there is virtually no relationship between him and the students . The teacher is like a machine to pass on knowledge without feeling anything for the traditional teacher , students were only students and specificities did not exist , all were students .

 

The transfer of learning depends on the training , there is indispensable retention, memorization, so that the student answers for new situations similar manner. Banking education For Paul Nun , " education is one that fits the learner just be filing , archiving information " ( Nun , 2003:67 ) . In the view of banking education , knowledge is a gift of which are wise to think themselves know nothing .

 

Donation that is based on an instrumental manifestations of the ideology of oppression - the absolutism of ignorance , which is what we called alienation of ignorance , according to which this is forever in the next. Thus, the teacher is above the student , not allowing questions and new ideas . The experiences of students should be emptied when entering the classroom , to receive knowledge from the teacher, master word and truth .

 

All luggage of students should be discarded because it is not considered a "knowing " .

 

Action Educator The banking concept distinguishes the action of the educator in two moments :

 

 The first educator in your library acquires knowledge , and :

 The second front learners narrates the results of their research , they only fitting to save what they have heard or copied . In this case there is no knowledge , learners are not called to know , just memorize mechanically , get ready for something else . Thus , vertical and antidialogical way the banking concept of education " schools" for passivity , for creativity , and is therefore opposed to education wishing to educate for autonomy.

 

Characteristics of banking education

 

For Freire , storytelling and dissertation are striking features of banking education .

 

 

These elements ( Narration or dissertation ) , involving a subject ( the narrator ) and objects in patients listeners ( the students ) " ( Nun , 2003, p. 65 ) . Keeping the contradiction between educator and student , the narration does not promote education , " telling of content , for this reason, tend to petrify or to do something almost dead " ( ibid. ) . This type of education has patches of reality in a static way , without taking into account the experience of the student . " In this way , education becomes an act of depositing , in which the students are the depositories and the teacher or mere receivers the depositor or transmitter " ( Ibid. , p . 66 ) .

 

The bank has vision rigidly defined roles , the teacher is the sage who has the knowledge while the student is always the one who does not know . In summary , the educator is to educate, know, think, say the word , discipline , and chooses the option lapses , acts , chooses the program content , identifies the authority of knowledge with his functional authority , and finally , is the subject of proceedings . Learners, in contrast, are polite , do not know , are thought , listen meekly , are disciplined , follow the prescription , have passive role , are not heard , must adapt to the determinations of the educator , and are mere objects ( ibid. , p. 66-67 ) .

 

Therefore , in this distorted vision of education men are creatures of adaptation and adjustment. The problem is that the more they are treated as deposits , are less capable of critical consciousness and free themselves from the oppressive situation . This authoritarian education inhibits the ability to ask , pruning curiosity ( and FAUNDEZ Freire , 1986 , p 46. ) , Generates a passive , naive man who is not capable of thinking authentic. Thus, there are passive structures that make acceptance beings men to another heteronyms .

 

She , instead of turning the man to be autonomous , to accomplish their vocation of Being More , makes the automaton , which is a form of heteronomy . The banking education maintains " irreconcilable between educator and student ," and also suggests a " nonexistent dichotomy men - world." , In that it puts men as mere " spectators and not entertainers in the world " (Freire , 1983 , p . 71) .

 

Disadvantage of banking education

 

The banking education conditions people to adapt to the world , live accepting oppression without revolting against bosses , leaders , or whoever may oppress ie to work , comply with the laws it without question the very role they occupy in society .

 

 Denies man as the subject of your actions and how to be the option. Thus, the banking education is education as the practice of domination ;  Maintains educating the ingenuity and so he settles to the world of oppression , remaining in heteronomy .

 

Still , the banking education with pure transfer of content, not learner participation in knowledge production , is one of the elements responsible for motivation , lack of interest in studying what is " past" in the classroom (Freire and SHOR , 1987 , p . 15 ) .

 

Given this fact , Freire calls attention to a genuine product of banking education , high levels of quantitative and qualitative deficit in education that constitute obstacle to the country's development and emancipation . In schools today there are many remnants of banking education , still vertical practices antidialógicas , in which the student is treated as a deposit , which , as already seen , prevents pregnancy from occurring autonomy. Banking education and school failure The banking education aims at imparting knowledge and conceives a reality imposed by the ruling class of our society . School to include this design , makes the students coming from poor class (dominated ) , fail to follow such a conception , because the school body has nothing to do with their realities , their experiences and learning in this way , these students end up believing who are unable , less intelligent and that the school is not your place , so end up abandoning it .

 

conclusion

 

The terms they approached the topics listed on the traditional banking education and pedagogy aimed at students know that a traditional school closed and knowledge , and the student is conceived as one who receives the transfer of knowledge and information . Whereas the teacher 's active role , epistemological view of transferring information and photos , cultural silence and false knowledge . And the student fits the passive , oppressed , deposit , also saw a banking education , says paper content is automatically disconnected from the existential situation of the student. The communication is one-sided and teaching methodology is the oral presentation of the teacher , where the teacher finds its possible action ie a relationship of unilateral power . And we also saw that Freire proposed the Liberating Education or problematized .

 

The subjects of the process of knowledge construction that says , "Nobody educates anybody , nobody educates himself, men are educated each other , mediated by the world .

 

bibliography

Freire , Paulo . Pedagogy of the Oppressed . Rio de Janeiro : Continuum , 2003.

Traditional education , viewed from another angle in: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?stoyid=30990 accessed on 04.02.2014 14 hours .

publicado por malua7rcbm às 15:07
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30



.posts recentes

. COMERCIO INTERNACIONAL

. MANIFESTO ELEITORAL

. Historiografia Africana

. classificação da imagem e...

. Perspectivas do Pensament...

. DIDACTICA - METODOS DE EN...

. Teorias de opressão de gé...

. Ecossistema de mangal no...

. Crescimento Social

. educacao bancaria e pedag...

.arquivos

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds